segunda-feira, fevereiro 21, 2011

Desobsessão no centro de Umbanda




Desobsessão no centro de Umbanda



Disponibilizamos um trecho do livro Os Dragões, que mostra um trabalho de desobsessão realizado pelos espiritos que se apresentam na falange do Sr. Exu Marabô.


Sem se opor à minha presença, partimos em direção às furnas do mal. Clarisse, eu, Cornelius e mais um grupo de defesa do Hospital Esperança.

Chegando ao local, presenciei algo inusitado. O ciclope da mitologia grega não era pura imaginação. Indaguei de chofre:

— Quem são os ciclopes, Clarisse?

— Espíritos rudes a serviço do mal. Estamos na região subcrostal chamada Pântano das Escórias, subúrbio enfermiço do Vale do Poder. Aqui são feitos prisioneiros os servidores da maldade organizada que não obtiveram êxito em seus planos nefandos. Castigos e sevícias de todo o porte são levados a efeito nestas plagas.

— Por que viemos aqui?

— Venha! Vamos encontrar nossa equipe.

Logo adiante estava Eurípedes com uma equipe de vinte a trinta defensores. Tinha o braço ferido. Quem imagina os espíritos isentos dessa contingência, não concebe com exatidão os mecanismos fisiológicos e anatômicos do corpo espiritual, sujeito, nas proximidades vibratórias da Terra, às mesmas injunções de saúde e doença, dor e prazer. Um corte de dez centímetros na altura do ombro do benfeitor era cuidado com carinho por uma diligente enfermeira da equipe. A diferença ficava por conta do domínio mental. Enquanto era tratado, conversava atentamente com os presentes sem demonstrar uma nesga de sofrimento. Os ciclopes o feriram com seus chicotes impiedosos. Tive ensejo, ali mesmo, de manifestar meu carinho ao amigo querido. Embora minha surpresa, o tempo e a experiência foram me mostrando que tudo era possível ocorrer em tais tarefas socorristas. Incêndios, tiroteios, ciladas, guerras armadas e outras tantas manifestações de violência já conhecidas da humanidade. Não cheguei a ver os ciclopes naquela ocasião, mas só a onda de crueldade deixada no ambiente já me apavorava. Clarisse não regateava esclarecimentos a mim.

— Estamos no inferno de Dante, dona Modesta.

— Parece-me ser até pior do que ele descreveu.

— Sem dúvida.

— O que faremos agora?

— A tarefa por aqui já está cumprida. As entidades que necessitavam de socorro já foram levadas para onde prosseguirá o trabalho.

— Eram almas arrependidas?

— Não. Eram escravos da perversidade. Servidores inconscientes das sombras. Foram necessárias mais de quatro horas de intensas iniciativas para alcançar resultados no amparo. Ainda assim, veja o estado de nossos companheiros. Eurípedes ferido, os defensores exaustos e tudo isso apenas para que seis entidades pudessem ter acesso à manifestação mediúnica.

— Vão se comunicar a essa hora da noite? Que centro abriria suas portas? – expressei sabendo que já passava da meia-noite no relógio terreno.

— Os verdadeiros servidores cristãos só se utilizam do relógio com intuito disciplinar. Não condicionam o ato de servir aos ponteiros limitantes do tempo. Visitaremos o Centro Umbandista Pai Guiné, nos arredores de Uberaba.

— O pai-de-santo Ovídio?

— Ele mesmo.

Tive de confessar, em um primeiro momento, meu preconceito. Guardava respeito pelas demais religiões, entretanto, nunca havia refletido sobre quem seriam e onde estariam as cartas vivas do Cristo. Por uma tendência natural asilei o despeito. Ainda bem que foi algo muito passageiro em meu coração, porque as experiências fora e dentro da vida corporal, cada dia mais, apresentavam-me uma realidade distante das ilusões que adulamos sob o fascínio impiedoso do orgulho na sociedade terrena dos mortais.

Após as despedidas, a equipe de Eurípedes regressou ao hospital. O pedido de socorro foi uma medida preventiva. Apesar dos feridos e exaustos, todos guardavam o clima da paz.

Por nossa vez, partimos para o Centro Pai Guiné. Era um ambiente agradável em ambos os planos. Ao som dos atabaques, eram cantados os pontos em ritmo vibratório de alta intensidade. Cada canto era como uma verdadeira queima de fogos de artifício. Uma bomba energética explodia no ar em multicores.

Em uma das várias dependências astrais da casa havia uma enfermaria com oitenta leitos bem alinhados. Tudo nesse salão era limpeza e calmaria. Lá não se ouviam mais os cantos, e a conexão com o plano físico limitava-se ao trânsito de enfermeiros pelos vários portais interdimensionais. Regressamos ao ponto de intersecção vibratória com o plano físico.

Seis macas estavam dispostas no canzuá (terreiro). Em cada qual havia uma entidade de aspecto horripilante. Olhos que quase saíam das órbitas oculares, pele murcha, enrugada e suja, garras enormes no lugar das unhas, com dez centímetros, nas mãos e nos pés, todas retorcidas como as de águia. Magérrimos e nus. Causavam náuseas pelo odor. Olhavam para nós deixando claro que nos viam e, literalmente, grunhiam como porcos com a boca semiaberta. Alguns deles estavam muitos inquietos nas macas. Retorciam-se como se estivessem com dor, sem manifestar nenhum som. Vários hematomas estavam expostos em todos eles, devido aos castigos impostos nos paredões de penitência.

— As garras são colocadas para impedir a fuga. Não andam nem têm grande habilidade manual – informou Clarisse, com manifesto sentimento de piedade.

— Como serão socorridos?

— Pela incorporação profunda ou vampirismo assistido.

— Nos médiuns umbandistas?

Mal terminei a pergunta e vi uma cena nada convencional. Um dos enfermeiros da casa pegou uma das entidades no colo e jogou-a no corpo do médium.

Demonstrando câimbras na panturrilha, o médium, incontinenti, absorveu mental e fisicamente o comunicante que se ajeitou no corpo do medianeiro como se deitasse em um colchão, buscando a melhor posição. Os atabaques aceleraram o ritmo, criando um frenesi de energia no ambiente. Formavam-se pequenos redemoinhos de cor violeta e prata, que se desfaziam e refaziam em vários cantos do terreiro. Modulavam conforme a nota musical dos hinos cantados.

O médium estrebuchou no chão. Convulsões e grunhidos seguidos de gritos de dor. Ovídio, o pai-de-santo aproximou-se e disse:

— Oxalá proteja seus caminhos, filho de Zambi (Deus).

— Eu sou filho do capeta. Quem és tu para falar comigo? – redarguiu a entidade, que agora falava com facilidade por intermédio do médium.

— Sou um tarefeiro da luz.

— Eu sou uma escória da sombra.

— Engano, criatura!

— Não vê minhas garras? Sabe o que isso?

— Conheço essa técnica. São ferrolhos do mal.

— Vejo que estais acostumados ao mal.

— Vim desses vales da sombra e da morte – falava Ovídio com firmeza na voz.

— Mas andas e és livre. Estais no corpo, enquanto eu... Eu sou um verme roedor... Ou quem sabe uma águia que não voa... Nem sequer consigo andar graças a essa maldição que colocaram em meus pés... Nem comer mais... Veja minhas mãos... Eu tenho fome e sede.

— Em que te posso ser útil irmão? – indagou Ovídio debaixo de uma forte vibração.

— Quero bebida e comida. Quero que cortem minhas garras.

— Laroyê! Laroyê1 – gritou Ovídio já incorporado por um de seus guias que entoava o canto: “Eu sou Marabô2, rei da mandinga. Eu sou Marabô, exu de nosso Senhô. Laroyê!”

Uma energia colossal movimentou-se com a chegada do Exu Marabô. Os filhos-de-santo o saudavam com palmas rítmicas e pontos próprios da entidade. Muitos deles iam até Marabô, baixavam a cabeça em sinal de reverência à sua frente e batiam três palmas rítmicas na altura do abdômen do médium.

— Que tu quer, homem esfarrapado. Bebida pra mode se arrebentá mais?

— Não, senhor Marabô. Não é isso não.

— Não mente pra Marabô. Marabô sabe ler os ói (olhos). Nos ói tá a visão, mas tá também a verdade e a mentira.

— Eu não minto, senhor. Quero liberdade.

— Pra fazer o que dá na cabeça? Home tu preso é um perigo, livre é um desastre.

— O que o senhor vai fazer por mim? Não pedi a ninguém pra sair daquela joça de lugar fedorento. Por que me trouxe aqui?

— Não fui eu quem trouxe home. O véio Bezerra da luz é teu protetor. Sirvo a ele na graça de Oxalá, Pai de poder e misericórdia.

— Que queres comigo?

— Está feliz na matéria do cavalo (médium)?

— Sei que não é minha. Quero uma só pra mim.

— Esta gostando do contato?

— Só fartó bebida e comida.

— Olha suas garras.

— Não pode ser! O que aconteceu?

– O cavalo (médium) ta dissolvendo suas algemas.

– Pra sempre?

– Pra sempre!

– Quanto vai me custar?

– Nada. É serviço de Pai Oxalá. É de graça. Pedido do veio Bezerra de Menezes. Se voltar pro inferno, elas crescem de novo. Se subir com Bezerra da luz, vai ser cuidado no hospital da sabedoria, onde reina os filhos de Gandhi.

– Filhos de Gandhi? Por que se interessaria por escórias como nós. Veja lá nas macas os amigos estropiados – e apontou para a sala ao lado.

– Nada retira do ser humano a condição de Filho do Altíssimo...

Fonte:Revista Cristã de Espiritismo


domingo, fevereiro 20, 2011

Voltei (apresentação em slide show)



Voltei (compacta)

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Resumo do livro Frederico Figner, que no livro adotou o pseudônimo de “irmão Jacob”, foi diretor da FEB e espírita atuante. Prometeu escrever do além tão logo lá chegasse. Quando encarnado, acreditava que a morte era uma mera libertação do espírito e que seguiria para as esferas de julgamento de onde voltaria a reencarnar, caso não se transferisse aos Mundos Felizes. Mas, conforme seu depoimento, o que aconteceu após o seu desencarne não foi bem assim.



Libertação



Prezado(a)s amigo(a)s:

Como forma de esclarecer a todos das realidades espirituais que a todos aguardam, trouxemos algumas considerações de uma incursão de estudos de André Luiz a uma cidade no plano espiritual inferior.

Esta cidade é habitada genuinamente por todos aqueles que viveram no plano físico distantes dos ensinamentos de Jesus, que tinham por hábito o orgulho, a vaidade, a maldade, o egoísmo, a violência, a arrogância, a pretensa idéia de superioridade sobre os demais, o vício, etc, etc.....

Quer os amigos acreditem ou não na vida espiritual um fato é incontestável: todos nós partiremos.......


(Fonte: Carlos Eduardo Cenerelli)



LIBERTAÇÃO

FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER

DITADO PELO ESPÍRITO ANDRÉ LUIZ

Numa cidade estranha

4

No dia imediato, pusemo-nos em marcha.

Respondendo-nos às argüições afetuosas, o Ins­trutor informou-nos de que teríamos apenas alguns dias de ausência.

Além dos serviços referentes ao encargo par­ticular que nos mobilizava, entraríamos em algumas atividades secundárias de auxílio. Técnico em missões dessa natureza, afirmou que nos admitira, num trabalho que ele poderia desenvolver sôzinho, não só pela confiança que em nós depositava, mas também pela necessidade da formação de novos cooperadores, especializados no ministério de so­corro às trevas.

Após a travessia de várias regiões, “em des­cida”, com escalas por diversos postos e instituições socorristas, penetramos vasto domínio de sombras.

A claridade solar jazia diferençada.

Fumo cinzento cobria o céu em toda a sua extensão.

A volitação fácil se fizera impossível.

A vegetação exibia aspecto sinistro e angus­tiado. As árvores não se vestiam de folhagem farta e os galhos, quase secos, davam a ideia de braços erguidos em súplicas dolorosas.

Aves agoureiras, de grande tamanho, de uma espécie que poderá ser situada entre os corvideos. crocitavam em surdina, semelhando-Se a pequenos monstros alados espiando presas ocultas.

O que mais contristava, porém, não era o qua­dro desolador, mais ou menos semelhante a outros de meu conhecimento, e, sim, os apelos cortantes que provinham dos charcos. Gemidos tipicamente humanos eram pronunciados em todos os tons.

Acredito, teríamos examinado individualmente os sofredores que aí se localizavam, se nos entre­gássemos a detida apreciação; todavia, Gúbio, àmaneira de outros instrutores, não se detinha para atender a curiosidade improfícua.

Lembrando a “selva escura” a que Alighieri se reporta no imortal poema, eu trazia o coração premido de interrogativas inquietantes.

Aquelas árvores estranhas, de frondes resse­cadas, mas vivas, seriam almas convertidas em silenciosas sentinelas de dor, qual a mulher de Lot, transformada simbôlicamente em estátua de sal?

E aquelas grandes corujas diferentes, cujos olhos brilhavam desagradàvelmente nas sombras, seriam homens desencarnados sob tremendo castigo da forma? Quem chorava nos vales extensos de lama? criaturas que houvessem vivido na Terra que re­cordávamos, ou duendes desconhecidos para nós?

De quando em quando, grupos hostis de enti­dades espirituais em desequilíbrio nos defrontavam, seguindo adiante, indiferentes, incapazes de registrar-nos a presença. Falavam em alta voz, em português degradado, mas inteligível, evidenciando, pelas gargalhadas, deploráveis condições de igno­rância. Apresentavam-se em trajes bisonhos e con­duziam apetrechos de lutar e ferir.

Avançamos mais profundamente, mas o am­biente passou a sufocar-nos. Repousamos, de algum modo, vencidos de fadiga singular, e Gúbio, depois de alguns momentos, nos esclareceu:

— Nossas organizações perispiríticas, à ma­neira de escafandro estruturado em material absor­vente, por ato deliberado de nossa vontade, não devem reagir contra as baixas vibrações deste plano. Estamos na posição de homens que, por amor, descessem a operar num imenso lago de lodo; para socorrer eficientemente os que se adap­taram a ele, são compelidos a cobrir-se com as substâncias do charco, sofrendo-lhes, com paciência e coragem, a influenciação deprimente.

Atraves­samos importantes limites vibratórios e cabe-nos entregar a forma exterior ao meio que nos recebe, a fim de sermos realmente úteis aos que nos pro­pomos auxiliar. Finda a nossa transformação tran­sitória, seremos vistos por qualquer dos habitan­tes desta região menos feliz. A oração, de agora em diante, deve ser nosso único fio de comunicação com o Alto, até que eu possa verificar, quando na Crosta, qual o minuto mais adequado de nosso retorno aos dons luminescentes. Não estamos em cavernas infernais, mas atingimos grande império de inteligências perversas e atrasadas, anexo aos círculos da Crosta, onde os homens terrestres lhes sofrem permanente influenciação. Chegou para nós o momento de pequeno testemunho. Muita capa­cidade de renúncia é indispensável, a fim de alcan­çarmos nossos fins. Podemos perder por falta de paciência ou por escassez de vocação para o sacri­fício. Para a malta de irmãos retardados que nos envolverá, seremos simples desencarnados, ignoran­tes do próprio destino.

Passamos a inalar as substâncias espessas que pairavam em derredor, como se o ar fosse consti­tuído de fluidos viscosos.

Elói estirou-se, ofegante, e não obstante expe­rimentar, por minha vez, asfixiante opressão, busquei padronizar atitudes pela conduta do Instrutor, que tolerava a metamorfose, silencioso e palidís­simo.

Reparei, confundido, que a voluntária integra­ção com os elementos inferiores do plano nos des­figurava enormemente. Pouco a pouco, sentimo-nos pesados e tive a ideia de que fora, de improviso, religado, de novo, ao corpo de carne, porque, em­bora me sentisse dono da própria individualidade, me via revestido de matéria densa, como se fôsse obrigado a envergar inesperada armadura.

Decorridos longos minutos, o orientador ape­lou, diligente:

Prossigamos! Doravante, seremos auxilia­res anônimos. Não nos convém, por enquanto, a identificação pessoal.

Mas, não será isto mentir? clamou Elói, quase refeito.

Gúbio dividiu conosco um olhar de benevo­lência e explicou, bondoso:

Não te recordas do texto evangélico que recomenda não saiba a mão esquerda o que dá a direita? Este é o momento de ajudarmos sem alar­de. O Senhor não é mentiroso quando nos estende invisíveis recursos de salvação, sem que lhe veja­mos a presença. Nesta cidade sombria, trabalham inúmeros companheiros do bem nas condições em que nos achamos. Se erguermos bandeira provo­cante, nestes campos, nos quais noventa e cinco por cento das inteligências se encontram devotadas ao mal e à desarmonia, nosso programa será es­traçalhado em alguns instantes. Centenas de mi­lhares de criaturas aqui padecem amargos choques de retorno à realidade, sob a vigilância de tribos cruéis, formadas de espíritos egoístas, invejosos e brutalizados Para a sensibilidade medianamente desenvolvida, o sofrimento aqui é inapreciável.

E há governo estabelecido num reino estra­nho e sinistro quanto este? — indaguei.

Como não? — respondeu Gúbio, atenciosamente. — Qual ocorre na esfera carnal, a direção, neste domínio, é concedida pelos Poderes Superio­res, a título precário. Na atualidade, este grande empório de padecimentos regeneratívos permanece dirigido por um sátrapa de inqualificável impie­dade, que aliciou para si próprio o pomposo título de Grande Juiz, assistido por assessores políticos e religiosos tão frios e perversos quanto ele mesmo. Grande aristocracia de gênios implacáveis aqui se alinha, senhoreando milhares de mentes preguiçosas, delinqüentes e enfermiças...

E porque permite Deus semelhante absurdo?

Dessa vez, era o meu colega que perguntava, de novo, semi-apavorado, agora, ante os compro­missos que assumíramos.

Longe de perturbar-se, Gúbio replicou:

Pelas mesmas razões educativas através das quais não aniquila uma nação humana quando, des­vairada pela sede de dominação, desencadeia guer­ras cruentas e destruidoras, mas a entrega à ex­piação dos próprios crimes e ao infortúnio de si mesma, para que aprenda a integrar-se na ordem eterna que preside à vida universal. De período a período, contado cada um por vários séculos, a matéria utilizada por semelhantes inteligências é revolvida e reestruturada, qual acontece nos cír­culos terrenos; mas se o Senhor visita os homens pelos homens que se santificam, corrige igualmente as criaturas por intermédio das criaturas que se endurecem ou bestializam.

Significa então que os gênios malditos, os demônios de todos os tempos... — exclamei, reti­cencioso...

Somos nós mesmos — completou o Instru­tor, paciente — quando nos desviamos, impeniten­tes, da Lei. Já perambulamos por estes sítios som­brios e inquietantes, mas os choques biológicos do renascimento e da desencarnação, mais ou menos recentes, não te permitem, nem a Elói, o desa­brocho de reminiscências completas do passado. Comigo, porém, a situação é diversa.

A extensão de meu tempo, na vida livre, já me confere recor­dações mais dilatadas e, de antemão, conheço as lições que constituam novidade. Muitos de nossos companheiros, guindados à altura, não mais identificam nestas paragens senão motivos de cansaço, repugnância e pavor; todavia, é forçoso observar que o pântano, invariàvelmente, é uma zona da natureza pedindo o socorro dos servos mais fortes e generosos.

Música exótica fazia-se ouvir não distante e Gúbio rogou-nos prudência e humildade em favor do êxito no trabalho a desdobrar-se.

Reerguemo-nos e avançamos.

Fizera-se-nos tardio o passo e nossa movi­mentação difícil.

Em voz baixa, o orientador reiterou a reco­mendação:

— Em qualquer constrangimento íntimo, não nos esqueçamos da prece. É, de ora em diante, o único recurso de que dispomos a fim de mobilizar nossas reservas mentais superiores, em nossas ne­cessidades de reabastecimento psíquico. Qualquer precipitação pode arrojar-nos a estados primitivis­tas, lançando-nos em nivel inferior, análogo ao dos espíritos infelizes que desejamos auxiliar. Tenha­mos calma e energia, doçura e resistência, de ânimo voltado para o Cristo.

Lembremo-nos de que acei­tamos o encargo desta hora, não para justiçar e sim para educar e servir.

Adiantamo-nos, caminho a fora, como se fazia possível.

Em minutos breves, penetramos vastissima aglomeração de vielas, reunindo casario decadente e sórdido.

Rostos horrendos contemplavam-nos furtiva­mente, a princípio, mas, à medida que varávamos o terreno, éramos observados, com atitude agres­siva, por transeuntes de miserável aspecto.

Alguns quilômetros de via pública, repletos de quadros deploráveis, desfilaram a nossos olhos.

Mutilados às centenas, aleijados de todos os matizes, entidades visceralmente desequilibradas, ofereciam-nos paisagens de arrepiar.

Impressionado com a multidão de criaturas de­formadas que se enfileiravam sob nosso raio visual, perfeitamente arrebanhadas ali em experiência co­letiva, enderecei algumas interrogações ao Instru­tor, em tom discreto.

Porque tão extensa comunidade de sofredores? Que causas impunham tão flagrante decadência da forma?

Paciente, o orientador não se fêz demorado na resposta.

Milhões de pessoas — informou, calmo —, depois da morte, encontram perigosos inimigos no medo e na vergonha de si mesmas. Nada se perde, André, no círculo de nossas ações, palavras e pen­samentos. O registro de nossa vida opera-se em duas fases distintas, perseverando no exterior, atra­vés dos efeitos de nossa atuação em criaturas, si­tuações e coisas, e persistindo em nós mesmos, nos arquivos da própria consciência, que recolhe mate­màticamente todos os resultados de nosso esforço, no bem ou no mal, ao interior dela própria, O espírito, em qualquer parte, move-se no centro das criações que desenvolveu. Defeitos escuros e qua­lidades louváveis envolvem-no, onde se encontre. A criatura na Terra, por onde peregrinamos, ouve argumentos alusivos ao Céu e ao Inferno e acre­dita vagamente na vida espiritual que a espera, além-túmulo.

Mais cedo que possa imaginar, perde o veículo de carne e compreende que não se pode ocultar por mais tempo, desfeita a máscara do corpo sob a qual se escondia à maneira da tarta­ruga dentro da carapaça. Sente-se tal qual é e receia a presença dos filhos da luz, cujos dons de penetração lhe identificariam, de pronto, as mazelas indesejáveis. O perispírito, para a mente, é uma cápsula mais delicada, mais suscetível de refletir-lhe a glória ou a viciação, em virtude dos tecidos rarefeitos de que se constitui. Em razão disso, as almas decaídas, num impulso de revolta contra os deveres que nos competem a cada um, nos ser­viços de sublimação, aliam-se umas às outras atra­vés de organizações em que exteriorizam, tanto quanto possível, os lamentáveis pendores que lhes são peculiares, não obstante ferretoadas pelo agui­lhão das inteligências vigorosas e cruéis.

— Mas — interferi — não há recurSos de soerguer semelhantes comunidades?

— A mesma lei de esforço próprio funciona igualmente aqui. Não faltam apelos santificantes de Cima; contudo, com a ausência da íntima adesão dos interessados ao ideal da melhoria própria, é impraticável qualquer iniciativa legítima, em ma­téria de reajustamento geral. Sem que o espírito, senhor da razão e dos valores eternos que lhe são consequentes, delibere mobilizar o patrimônio que lhe é próprio, no sentido de elevar o seu campo vibratório, não é justo seja arrebatado, por impo­sição, a regiões superiores que ele mesmo, por enquanto, não sabe desejar. E até que resolva atirar-se ao empreendimento da própria ascenSãO, vai sendo aproveitado pelas leis universais no que possa ser útil à Obra Divina. A minhoca, enquanto é minhoca, é compelida a trabalhar o solo; o peixe, enquanto é peixe, não viverá fora d’água...

Sorrindo, ante a própria argumentação, con­cluiu bem humorado:

— É natural, pois, que o homem, dono de vastaS teorias de virtude salvadora, enquanto se demora no comboio da inferioridade seja empre­gado em atividades inferiores. A Lei estima infi­nitamente a Lógica.

Calou-se Gübio, evidentemente constrangido pe­la necessidade de não acordarmoS demasiada aten­ção em torno de nós.

Tocado, no entanto, pela miséria que ali emol­durava tanta dor, perdi-me num mar de indagações íntimas.

Que empório extravagante era aquele? algum país onde vicejassem tipos sub-humanos? Eu sabia que semelhantes criaturas não envergavam corpos carnais e que se congregavam num reino purgatorial, em beneficio próprio; entretanto, vestiam-Se de roupagens de matéria francamente imunda. Lom­broso e Freud encontrariam aí extenso material de observação. Incontáveis tipos que interessariam, de perto, à criminologia e à psicanálise. Vagueavam absortos, sem rumo. Exemplares inúmeros de pig­meus, cuja natureza em si ainda não posso precisar, passavam por nós, aos magotes. Plantas exóticas, desagradáveis ao nosso olhar, ali proliferam, e ani­mais em cópia abundante, embora monstruosos, se movimentavam a esmo, dando-me a ideia de seres acabrunhados que pesada mão transformara em duendes. Becos e despenhadeiros escuros se multiplicavam em derredor, acentuando-nos o angus­tioso assombro.

Após a travessia de vastíssima área, não sopi­tei as interrogações que me escapavam do cérebro.

O Instrutor, todavia, esclareceu, discreto:

— Guarda as perguntas intempestivas no mo­mento. Estamos numa colônia purgatorial de vasta expressão. Quem não cumpre aqui dolorosa peni­tência regenerativa, pode ser considerado inteligên­cia sub-humana. Milhares de criaturas, utilizadas nos serviços mais rudes da natureza, movimen­tam-se nestes sítios em posição infraterrestre. A ignorância, por ora, não lhes confere a glória da responsabilidade. Em desenvolvimento de tendên­cias dignas, candidatam-se à humanidade que co­nhecemos na Crosta. Situam-se entre o raciocínio fragmentário do macacóide e a idéia simples do homem primitivo na floresta. Afeiçoam-se a per­sonalidades encarnadas ou obedecem, cegamente, aos espíritos prepotentes que dominam em paisa­gens como esta. Guardam, enfim, a ingenuidade do selvagem e a fidelidade do cão. O contacto com certos indivíduos inclina-os ao bem ou ao mal e somos responsabilizados pelas Forças Superiores que nos governam, quanto ao tipo de influência que exercermos sobre a mente infantil de seme­lhantes criaturas. Com respeito aos Espíritos que se mostram nestas ruas Sinistras, exibindo formas quase animalescas, neles reparamos várias demons­trações da anormalidade a que somos conduzidos pela desarmonia interna. Nossa atividade mental nos marca o perispírito. Podemos reconhecer a propriedade do asserto, quando ainda no mundo. O glutão começa a adquirir aspecto deprimente no corpo em que habita. Os viciados no abuso do álcool passam a viver de borco, arrojados ao solo, à maneira de grandes vermes. A mulher que se habituou a mercadejar com o vaso físico, olvi­dando as sagradas finalidades da vida, apresenta máscara triste, sem sair da carne. Aqui, porém, André, o fogo devorador das paixões aviltantes revela suas vítimas com mais hedionda crueldade.

Certo, porque eu refletisse no problema de assistência, o orientador aduziu:

— É impraticável a enfermagem individual e sistemática numa cidade em que se amontoam mi­lhares de alienados e doentes. Um médico do mundo surpreenderia aqui, às centenas, casos de amnésia, de psicastenia, de loucura, através de neuroses complexas, alcançando a conclusão de que toda a patogenia permanece radicada aos ascendentes de ordem mental. Quem cura nestes lugares há de ser o tempo com a piedade celeste ou a piedade celeste por intermédio de embaixadores da renún­cia, em serviços de intercessão para os espíritos arrependidos que se refugiem na obediência aos imperativos da Lei, inspirados pela boa vontade.

Alguns transeuntes repulsivos ombrearam co­nosco e Gúbio considerou prudente silenciar.

Notei a existência de algumas organizações de serviços que nos pareceriam, na esfera carnal, in­gênuas e infantis, reconhecendo que a ociosidade era, ali, a nota dominante. E porque não visse crianças, exceção feita das raças de anões, cuja existência percebia sem distinguir os pais dos filhos, arrisquei, de novo, uma indagação, em voz baixa.

Respondeu o Instrutor, atencioso:

— Para os homens da Terra, prôpriamente considerados, este plano é quase infernal. Se a compaixão humana separa as crianças dos crimi­nosos definidos, que dizer do carinho com que a compaixão celestial vela pelos infantes?

— E porque em geral tanta ociosidade neste plano? — indaguei ainda.

— Quase todas as almas humanas, situadas nestas furnas, sugam as energias dos encarnados e lhes vampirizam a vida, qual se fôssem lampreias insaciáveis no oceano do oxigênio terrestre. Suspiram pelo retorno ao corpo físico, de vez que não aperfeiçoaram a mente para a ascensão, e perse­guem as emoções do campo carnal com o desvario dos sedentos no deserto. Quais fetos adiantados absorvendo as energias do seio materno, consomem altas reservas de força dos seres encarnados que as acalentam, desprevenidos de conhecimento su­perior. Daí, esse desespero com que defendem no mundo os poderes da inércia e essa aversão com que interpretam qualquer progresso espiritual ou qualquer avanço do homem na montanha de santi­ficação. No fundo, as bases econômicas de toda essa gente residem, ainda, na esfera dos homens comuns e, por isto, preservam, apaixonadamente, o sistema de furto psíquico, dentro do qual se sustentam, junto às comunidades da Terra.

A essa altura, defrontamos acidentes no solo, que o Instrutor nos levou a atravessar.

Subimos, dificilmente, a rua íngreme e, em pequeno planalto, que se nos descortinou aos olhos espantadiços, a paisagem alterou-se.

Palácios estranhos surgiam imponentes, reves­tidos de claridade abraseada, semelhante à auréola do aço incandescente.

Praças bem cuidadas, cheias de povo, osten­tavam carros soberbos, puxados por escravos e animais.

O aspecto devia, a nosso ver, identificar-se com o das grandes cidades do Oriente, de duzentos anos atrás.

Liteiras e carruagens transportavam persona­lidades humanas, trajadas de modo surpreendente, em que o escarlate exercia domínio, acentuando a dureza dos rostos que emergiam dos singulares indumentos.

Respeitável edifício destacava-se diante de uma fortaleza, com todos os característicos de um tem­plo, e o orientador confirmou-me as impressões, asseverando que a casa se destinava a espetaculoso culto externo.

Enquanto nos movimentávamos, admirando o suntuoso casario em contraste chocante com o vas­to reino de miséria que atravessáramos, alguém nos interpelou, descortês:

Que fazem?

Era um homem alto, de nariz adunco e olhos felinos, com todas as maneiras do policial desrespeitoso, a identificar-nos.

Procuramos o sacerdote Gregório, a quem estamos recomendados — esclareceu Gúbio, hu­milde.

O estranho pôs-se à frente, determinou lhe acompanhássemos as passadas, em silêncio, e guiou-nos a um casarão de feio aspecto.

É aqui! — disse em tom seco e, após apre­sentar-nos a um homem maduro, envolvido em lon­ga e complicada túnica, retirou-se.

Gregório não nos recebeu hospitaleiramente. Fitou em Gúbio os olhos desconfiados de fera sur­preendida e interrogou:

Vieram da Crosta, há muito tempo?

Sim — respondeu nosso Instrutor —, e te­mos necessidade de auxilio.

Já foram examinados?

Não.

E quem os enviou? — inquiriu o sacer­dote, sob visível perturbação.

Certa mensageira de nome Matilde.

O anfitrião estremeceu, mas observou, impla­cável:

— Não sei quem seja. Todavia, podem entrar. Tenho serviços nos mistérios e não posso ouvi-los agora. Amanhã, porém, ao anoitecer, serão leva­dos aos setores de seleção, antes de admitidos ao meu serviço.

Nem mais uma palavra.

Entregues a um servidor de fisionomia desa­gradável, demandamos porão escuro, e confesso que acompanhei Gúbio e Elói, de alma conturbada por receio absorvente e indefinível.



Senhores da Escuridão








Senhores da Escuridão


Escrito por Adriana Campos

Leia um trecho da entrevista com o médium Robson Pinheiro, onde ele fala da atuação das trevas em nosso mundo

Sob sua perspectiva, qual o principal objetivo da produção da trilogia O Reino das Sombras, pelo plano espiritual, cujo volume 01 – o livro Legião – já vendeu mais de 50 mil exemplares?

Bom, pra mim a principal contribuição ou objetivo dessa trilogia é descortinar a estrutura de funcionamento das trevas. Até então, tínhamos, no movimento espírita, várias informações sobre espíritos obsessores e problemas de obsessão, porém, não tínhamos o conhecimento sobre a política de organização das trevas. Não conhecíamos o mapa, o modelo mental sob o qual funcionam as estruturas extrafísicas das trevas. O livro Legião descortina isso. É como se o livro tivesse detonado uma bomba no centro dessas organizações e nos alertasse para essa estrutura de poder. Essa obra nos deixa uma responsabilidade muito grande, já que descreve a atuação dos magos negros, dos cientistas das trevas e de sua metodologia de trabalho. Nos informa quais são as técnicas e os instrumentos utilizados no dia-a-dia por essas legiões para realizar as obsessões complexas. Não tínhamos informações a esse respeito... e o livro Legião vem instrumentalizar o corpo mediúnico das casas espíritas para um enfrentamento com inteligência a esses espíritos especialistas. Precisávamos dessa ferramenta. No momento em que as trevas estão se especializando nas obsessões mais refinadas, a grande maioria do movimento espírita paralisou no tempo, sem atualizar a metodologia.

Legião relata também o trabalho dos especialistas das trevas em seus laboratórios de nanotecnologia, atuando em pesquisas científicas e construção de equipamentos avançados de obsessão.

A “ficha” ainda não caiu pra pensarmos nessas coisas... é que muitas tecnologias que estamos conhecendo hoje na Terra já existem no plano astral há mais de 80, 100 anos. Yvonne do Amaral Pereira, extraordinária médium brasileira, descreveu a televisão 20 anos antes de sua invenção. O aparelho televisivo já existia no plano astral. O livro Legião vem nos dizer o que está acontecendo no plano extrafísico. O espírito Ângelo Inácio está nos fornecendo informações pra abordarmos a obsessão complexa com instrumentos espirituais mais atualizados. Lógico que isso de modo algum vem invalidar os recursos adquiridos pelo espiritualismo ou pela espiritualidade, mas vem nos munir de recursos e de conhecimento pra esse enfrentamento, que tem resolvido muitos casos complexos. Inclusive casos que foram abordados pela medicina e não obtiveram respostas. Graças a Deus, esse novo conhecimento que hoje chega para a humanidade, através do trabalho de vários médiuns atuantes como instrumentos do Plano Superior, pois não foi somente através de minha psicografia nessa trilogia, vem esclarecer sobre essas ferramentas de trabalho espiritual, como faz o livro Legião. O volume 2 da trilogia O Reino das SombrasSenhores da Escuridão – aborda de modo mais profundo a política de organização das trevas, seus objetivos, sua estrutura e forma de governo. No segundo volume, o leitor terá uma visão mais particular e detalhada de como funciona o refinamento da tecnologia astral.

Incluindo a ação das legiões das trevas nos bastidores do poder mundial?

Exatamente. Sua ação na história da humanidade. Por exemplo, um questionamento do espírito Ângelo Inácio: pensamos que a obsessão atua nessas pessoas freqüentadoras da casa espírita, mas nunca vimos um centro espírita se reunir com o objetivo de fazer desobsessão para os representantes brasileiros que estão no Congresso Nacional, para os nossos governadores ou para os representantes das Nações Unidas. Ninguém fez uma reunião mediúnica para saber quais obsessores estão envolvendo o conflito armado na Palestina, que já dura anos e anos; ou seja, isso não está acontecendo à toa, e o novo livro aborda esse tema. Que tipo de espírito estava por trás do processo do Holocausto e de outras guerras que aconteceram na humanidade? Precisamos acordar... porque o problema enfrentado no centro espírita é apenas uma célula em relação ao que está ocorrendo no planeta Terra em nível mundial. E esse é o grande objetivo do livro Senhores da Escuridão.

O embate entre os cientistas das sombras e os guardiões da luz no mundo extrafísico é o tema central do livro Senhores da Escuridão, volume 02 da Trilogia O Reino das Sombras. Como você explica a crescente influência espiritual das legiões das trevas nas consciências de encarnados no planeta? Por que isso se dá?

Eu acredito que não podemos atribuir o processo obsessivo exclusivamente ao espírito a quem chamamos de obsessor. Isso porque todo processo obsessivo é alimentado por aquele que se diz vítima, ou seja, pelo ser humano. Nós que alimentamos isso com nossas tendências, com nossos pensamentos desgovernados, com a nossa invigilância. Então, se a ação desses espíritos da escuridão está encontrando eco no coração e na mente humana é porque o ser humano está sintonizado com isso. No momento em que eu mudo a “faixa vibratória” e a minha sintonia dá um “salto quântico” de qualidade, automaticamente esses espíritos perdem a sintonia conosco e passamos a nos sintonizar com as forças superiores da luz e do bem. Essa é a grande proposta do Evagelho do Cristo: fazer com que o ser humano dê um “salto quântico” de qualidade... que a sua mente possa se sintonizar com as esferas superiores e com as energias mentais que circundam a aura do planeta, e não com essas forças inferiores. Falar de Evangelho nesse contexto mais amplo é muito mais do que uma fórmula religiosa... é uma fórmula de inteligência. Devemos combater o mal com a inteligência, porque sintonizar com o Evangelho é sintonizar com as correntes superiores de pensamento e não, simplesmente, com uma corrente religiosa, como temos interpretado essa questão ao longo dos séculos.

A atuação dos guardiões (Exus) – espíritos que trabalham sob a tutela do Plano Superior – é ampla e foi retratada no livro Legião como fundamental no controle ou na vigilância de métodos de obsessão de entidades perversas, como as criações mentais parasitárias. O que são essas formas-pensamento inferiores e como acontece sua ação sobre os encarnados? Você pode falar um pouco a respeito delas?

No livro Além da Matéria, no capítulo 6, o espírito de Joseph Gleber explicou que quando há um pensamento organizado, a mente humana plasma em torno de si o produto dessa criação, seja ela boa, seja ela má. Então, toda vez em que houver persistência no pensamento desorganizado e uma emoção associada a esse pensamento, isso se transforma em algo a que chamamos de elemental artificial ou clichê mental, ou, ainda, criação mental. O pensamento passa a ter vida e começa a se movimentar por estar associado à emoção do campo gerador, ou seja, o ser humano. Se eu persisto com essa emoção e esse pensamento, criam-se os elementais artificiais ou criações mentais, que passam a girar em torno da aura do indivíduo. Agora, se nós temos vários indivíduos com um pensamento em comum, criamos uma egrégora, isto é, vários elementais artificiais, várias formas-pensamento que podem ter a qualidade da mente geradora. Essa realidade deve nos dar uma atenção redobrada sobre o que está na nossa casa mental. O espírito André Luiz, através da mediunidade de Chico Xavier, diz em seus livros para termos muito cuidado com a qualidade do nosso pensamento, porque tal a natureza do pensamento, tal a natureza do produto gerado. Isso nos faz refletir muito. Essas criações mentais, esses elementais artificiais, que giram em torno de nós são intimamente dependentes da qualidade de nosso pensamento. Se o pensamento está no nível superior, são criações cristalinas, fulgurantes, cheias de vida superior. Se o pensamento e nossa emoção estão num nível mais inferior, então naturalmente essa criação ao nosso redor reflete essa inferioridade do pensamento e da emoção. É muito comum entrarmos em alguns ambientes com muita gente e nos sentirmos oprimidos, ou sentir uma dor nas costas, ou no peito... por vezes, não compreendemos essa sensação de opressão porque todos estão aparentemente alegres. Mas, na verdade, estamos nesse exato momento absorvendo essas energias, essas criações mentais inferiores, porque são o produto da desorganização da emoção do próprio ser humano.

Os espíritos obsessores aproveitam então nossa criação mental desorganizada para agir de uma forma mais ativa contra nós?

Eles as utilizam como se fossem elementos deles. Eles agitam e insuflam mais vida nessa criação mental, nessa egrégora, para que você possa absorvê-la com mais intensidade. O espírito André Luiz também traz uma contribuição muito grande em seus escritos sobre o tema, através da mediunidade de Chico Xavier, quando ele cita um episódio vivido no Rio de Janeiro. Ao chegar num prédio, ele viu uma nuvem muito grande parecendo conter micróbios. O mentor dele disse: “Aproxime mais a sua visão e observe”. Ele percebeu que eram criações mentais negativas, as quais estavam sendo inaladas pelas pessoas através da respiração. Essas criações mentais se aninhavam no estômago, na área sexual... no organismo físico das pessoas. Foi quando teve ciência da gravidade da ação das criações mentais exercidas sobre nós. Se no dia-a-dia estamos sintonizados com algumas entidades que apresentam um fator qualitativo menor, elas terão por objetivo o quê? Não vão implantar em nós o que não existe; isto é, elas não vão colocar um mal pensamento na sua mente, mas vão pegar uma tendência sua e realçá-la. Elas pegam 1% do que é negativo e insuflam 100% de importância àquele 1% negativo. A partir daí, a pessoa entra num processo de neurose, de psicose ou em outro processo mais grave – uma obsessão complexa.

É por esse motivo que muitos médicos não conseguem curar seus pacientes? Por exemplo, existem muitas pessoas tomando medicamentos com tarja preta sem obter o resultado pretendido...

Não adianta porque a tarja preta ou qualquer outro medicamento pode até ter uma função física, mas se não houver uma modificação interna, uma reorganização mental e emocional do indivíduo, a fim de obter uma melhor qualidade de vida, nenhum elemento externo vai resolver a situação.

O livro Legião faz uma profunda reflexão sobre o papel dos guardiões de luz na Terra, tanto no plano astral, como no dia-a-dia dos encarnados. Qual o seu parecer sobre o trabalho dos guardiões nesses “mundos paralelos”?

Eu acredito que sem os guardiões, muitos desastres já teriam ocorrido na Terra. Eu, às vezes, brinco muito com os meus amigos e digo: “dêem uma observada apenas no trânsito das grandes cidades... se não houvessem guardiões, aconteceriam mais desastres e acidentes, porque as pessoas dirigem loucamente”. Muitas pessoas não têm idéia do que ocorre no dia-a-dia nos bastidores da política... se não fosse o trabalho dos guardiões, muito mal já teria sido feito. O espírito Ângelo Inácio aborda no livro Crepúsculo dos Deuses o trabalho dos guardiões no episódio do atentado terrorista às Torres Gêmeas, em Nova York. Quando ocorreu o planejamento para a destruição das Torres Gêmeas, por parte dos espíritos das trevas, o objetivo era muito mais amplo, com ações muito mais graves do que as realizadas. Para evitar esse intento das sombras, os guardiões detonaram uma por uma das bases das sombras no plano astral. Nos assustamos com o ataque às Torres Gêmeas, mas foi menos de 10% do que eles pretendiam com o sistema de guerra por eles planejado. O objetivo das trevas era ruir com a economia mundial, fazendo o mundo ficar “louco” e esquecer das questões espirituais. Então, os guardiões atuaram a tempo e desmantelaram as organizações do mal. O mundo viveu algo difícil, mas foi uma parcela muito pequena em relação ao que os espíritos das trevas estavam planejando. Se não fosse o trabalho desses guardiões siderais, que trabalham pela humanidade como um todo, e não por uma religião em particular, eu não sei onde estaríamos hoje.

Os guardiões são seres irmanados de várias nacionalidades?

Exatamente. São seres especialistas, que são convocados diretamente pelo governo oculto do mundo, independente da sua origem racial, religiosa e social, para contribuir e preservar o equilíbrio, e evitar que o caos possa dominar. Eles, na verdade, são o fator de equilíbrio da humanidade. E trabalham nos gabinetes dos deputados, dos presidentes, dos governadores, para que possam, de alguma forma, amenizar essas situações. Para as pessoas que não têm o conhecimento espiritual, o atentado terrorista às Torres Gêmeas foi uma situação caótica; porém, para nós que temos uma visão espiritual, vimos que o dedo de Deus estava trabalhando, com esses guardiões de luz invisíveis manipulando tudo. Seria muito pior sem a ação dos guardiões. Graças a Deus que eles nos amparam...

Leia a entrevista completa com Robson Pinheiro, com 9 páginas, dividida em duas partes: a primeira publicada na Revista Cristã de Espiritismo - edição 60 - e a segunda parte publicada na edição 61.

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quinta-feira, fevereiro 17, 2011

Encarnação nos diferentes mundos




(Capítulo 4 da Segunda Parte de “O Livro dos Espíritos)


Encarnação nos diferente Mundos

172 Nossas diferentes existências corporais se passam todas na Terra?

– Não, nem todas, mas em diferentes mundos. As que passamos na Terra não são nem as primeiras nem as últimas, embora sejam das mais materiais e mais distantes da perfeição.

173 A alma, a cada nova existência corporal, passa de um mundo para outro ou pode ter várias existências num mesmo globo?

– Ela pode reviver diversas vezes num mesmo globo, se não for suficientemente avançada para passar a um mundo superior.

173 b Podemos voltar à Terra após ter vivido em outros mundos?

– Seguramente. Já vivestes em outros mundos além da Terra.

174 Voltar a viver na Terra é uma necessidade?

– Não; mas se não avançardes, podereis ir para um outro mundo que não seja melhor e que pode até ser pior.

175 Existe alguma vantagem em voltar a habitar a Terra?

– Nenhuma vantagem em particular, a menos que se esteja em missão. Nesse caso se progride aí como em qualquer outro mundo.

176 Os Espíritos, após terem encarnado em outros mundos, podem encarnar neste, sem nunca terem passado por aqui?

– Sim, como vós em outros mundos. Todos os mundos são solidários:o que não se cumpre em um se cumpre em outro.

176 a Desse modo, há homens que estão na Terra pela primeira vez?

– Há muitos e em diversos graus.

177 Para chegar à perfeição e à felicidade suprema, que são o objetivo final de todos os homens, o Espírito deve passar por todos os mundos que existem no universo?

– Não. Há muitos mundos que estão num mesmo grau da escala evolutiva e onde o Espírito não aprenderia nada de novo.

177 a Como então explicar a pluralidade dessas existências num mesmo globo?

– O Espírito pode aí se encontrar a cada vez em posições bem diferentes, que são para ele outras ocasiões de adquirir experiência.

178 Os Espíritos podem encarnar corporalmente num mundo relativamente inferior àquele em que já viveram?

– Sim, se for para cumprir uma missão e ajudar no progresso. Aceitam com alegria as dificuldades dessa existência, porque lhes oferecem um meio de avançar.

178 a Isso não pode ocorrer por expiação? Deus não pode enviar Espíritos rebeldes para mundos inferiores?

– Os Espíritos podem permanecer estacionários, mas não regridem. Quando estacionam, sua punição é não avançar e ter de recomeçar as existências mal-empregadas num meio conveniente à sua natureza.

179 Os seres que habitam cada mundo atingiram um mesmo grau de perfeição?

– Não, é como na Terra: há seres mais avançados e menos avançados.

181 Os seres que habitam os diferentes mundos possuem corpo semelhante aos nosso?

– Sem dúvida possuem corpo, porque é preciso que o Espírito esteja revestido de matéria para agir sobre a matéria. Porém, esse corpo é mais ou menos material, de acordo com o grau de pureza a que chegaram os Espíritos. E é isso que diferencia os mundos que devem percorrer; porque há muitas moradas na casa de nosso Pai e, portanto, muitos graus. Alguns o sabem e têm consciência disso na Terra; outros não sabem nada.

182 Podemos conhecer exatamente o estado físico e moral dos diferentes mundos?

– Nós, Espíritos, só podemos responder de acordo com o grau de adiantamento em que vos encontrais. Portanto, não devemos revelar essas coisas a todos, visto que nem todos terão alcance de compreendê-las, e isso os perturbaria.

À medida que o Espírito se purifica, o corpo que o reveste se aproxima igualmente da natureza espírita. A matéria torna-se menos densa, ele não mais se arrasta em sofrimento pela superfície do solo, as necessidades físicas são menos grosseiras e os seres vivos não têm mais necessidade de se destruírem mutuamente para se alimentar. O Espírito é mais livre e, para atingir coisas distantes, tem percepções que nos são desconhecidas. Ele vê pelos olhos do corpo o que apenas pelo pensamento podemos imaginar.

A purificação dos Espíritos reflete-se na perfeição moral dos seres em que estão encarnados. As paixões brutais se enfraquecem e o egoísmo dá lugar a um sentimento fraternal. É desse modo que, nos mundos superiores à Terra, as guerras são desconhecidas, os ódios e as discórdias não têm motivo, porque ninguém pensa em fazer o mal a seu semelhante. A intuição que têm do futuro, a segurança que uma consciência livre de remorsos lhes dá, fazem com que a morte não lhes cause nenhuma apreensão, por isso a encaram sem temor e a compreendem como uma simples transformação.

A duração da vida nos diferentes mundos parece ser proporcional ao grau de superioridade física e moral desses mundos, e isso é perfeitamente racional. Quanto menos material é o corpo, menos está sujeito às alternâncias e instabilidades que o desorganizam. Quanto mais puro é o Espírito, mais livre das paixões que o destroem. Esse é ainda um benefício da Providência que, desse modo, abrevia os sofrimentos.

183 Ao ir de um mundo para outro, o Espírito passa por uma nova infância?

– A infância é em todos os lugares uma transição necessária, mas não é tão frágil em todos os lugares como entre vós, na Terra.

184 O Espírito pode escolher o novo mundo que vai habitar?

– Nem sempre, mas pode pedir e conseguir isso se o merecer; porque os mundos são acessíveis aos Espíritos de acordo com seu grau de elevação.

184 a Se o Espírito não pede nada, o que determina o mundo em que deve reencarnar?

– O grau de sua elevação.

185 O estado físico e moral dos seres vivos é perpetuamente o mesmo em cada globo?

– Não; os mundos estão também submetidos à lei do progresso2. Todos começaram como o vosso, por um estado inferior, e a própria Terra passará por uma transformação semelhante. Ela será um paraíso quando os homens se tornarem bons.

É assim que as raças que hoje povoam a Terra desaparecerão um dia e serão substituídas por seres cada vez mais perfeitos. Essas raças transformadas sucederão às atuais, como as atuais sucederam a outras ainda mais atrasadas.

186 Há mundos em que o Espírito, deixando de habitar um corpo material, tem apenas como envoltório o perispírito?

– Sim, há. Nesses mundos até mesmo esse envoltório, o perispírito, torna-se tão etéreo que para vós é como se não existisse. É o estado dos Espíritos puros.

186 a Disso parece resultar que não há uma demarcação definida entre o estado das últimas encarnações e o de Espírito puro?

– Essa demarcação não existe. A diferença nesse caso se desfaz pouco a pouco, torna-se imperceptível, assim como a noite se desfaz diante dos primeiros clarões da alvorada.

187 A substância do perispírito é a mesma em todos os globos?

– Não; é mais ou menos etérea. Ao passar de um mundo para outro,

o Espírito se reveste instantaneamente da matéria própria de cada um deles, com a rapidez de um relâmpago.

188 Os Espíritos puros habitam mundos especiais, ou estão no espaço universal, sem estar ligados mais a um mundo do que a outro?

– Os Espíritos puros habitam determinados mundos, mas não estão restritos a eles como os homens estão à Terra; eles podem, melhor do que os outros, estar em todos os lugares.

De acordo com o ensinamento dos Espíritos, de todos os globos que compõem o nosso sistema planetário, a Terra é onde os habitantes são menos avançados, tanto física quanto moralmente. Marte ainda estaria inferior, e Júpiter muito superior em todos os sentidos. O Sol não seria um mundo habitado por seres corporais, e sim um lugar de encontro de Espíritos superiores que, de lá, irradiam seus pensamentos para outros mundos, que dirigem por intermédio de Espíritos menos elevados, transmitindo-os a eles por meio do fluido universal. Como constituição física, o Sol seria um foco de eletricidade. Todos os sóis parecem estar numa posição idêntica.

O volume e a distância que estão do Sol não têm nenhuma relação necessária com o grau de adiantamento dos mundos, pois parece que Vênus é mais avançado que a Terra, e Saturno menos que Júpiter.

Muitos Espíritos que na Terra animaram pessoas conhecidas disseram estar encarnados em Júpiter, um dos mundos mais próximos da perfeição, e é admirável ver, nesse globo tão avançado, homens que, na opinião geral que fazemos deles, não eram reconhecidos como tão elevados. Isso não deve causar admiração, se considerarmos que alguns Espíritos que habitam Júpiter podem ter sido enviados à Terra para cumprir uma missão que, aos nossos olhos, não os colocava em primeiro plano; que, entre sua existência terrestre e a de Júpiter, podem ter tido outras intermediárias, nas quais se melhoraram. E, finalmente, que nesse mundo, como no nosso, há diferentes graus de desenvolvimento, e que entre esses graus pode haver a mesma distância como a que separa entre nós o selvagem do homem civilizado. Desse modo, o fato de habitarem Júpiter não quer dizer que estão no mesmo padrão dos seres mais avançados de lá, da mesma forma que não se está no mesmo padrão de um sábio da Universidade só porque se reside em Paris.

As condições de longevidade não são também as mesmas que na Terra, e por isso não se pode comparar a idade. Um Espírito evocado, desencarnado há alguns anos, disse estar encarnado há seis meses num mundo cujo nome nos é desconhecido. Interrogado sobre a idade que tinha nesse mundo, respondeu: “Não posso avaliá-la, porque não contamos o tempo como vós; além do mais, o modo de vida não é o mesmo; desenvolvemo-nos lá com muito mais rapidez; embora não faça mais que seis dos vossos meses que lá estou, posso dizer que, quanto à inteligência, tenho trinta anos da idade que tive na Terra”.

Muitas respostas semelhantes nos foram dadas por outros Espíritos, e isso nada tem de inacreditável. Não vemos na Terra um grande número de animais adquirir em poucos meses seu desenvolvimento normal? Por que não poderia ocorrer o mesmo com os habitantes de outras esferas? Notemos, por outro lado, que o desenvolvimento adquirido pelo homem na Terra, na idade de trinta anos, pode ser apenas uma espécie de infância, comparado ao que deve alcançar. Bem curto de vista se revela quem nos toma em tudo por protótipos da criação, e é rebaixar a Divindade crer que, fora o homem, nada mais é possível a Deus (N. K.).


Calendário Assistência 2017

TENDA ESPÍRITA MAMÃE OXUM

CALENDÁRIO ASSISTÊNCIA - 2017.

C.E. Miguel Arcanjo e Tenda Espirita Mamãe Oxum-

Rua Francisco Framback, 91 E – Cascatinha - Petrópolis - RJ

ABRIL

MAIO

JUNHO

23 – Reabertura do Terreiro às 20h – Saudação à Ogum

02 – sexta-feira – Pretos Velhos

28 - sexta-feira - Exus

05 - sexta-feira – Pretos Velhos

07 – quarta-feira – Estudo da Umbanda

10 - quarta-feira- Estudo da Umbanda

09 – sexta-feira – Saúde

12 - sexta-feira – Saúde

13 – terça-feira – Saudação Aos Exus – Bênção dos Pães – 20h

13 – sábado – Saudação aos Pretos Velhos

16 – sexta-feira – Não tem Gira

17 – quarta-feira – Doutrina - Vovó Catarina

21 – quart-feira – Doutrina – Vovó Catarina

19 – sexta-feira – Caboclos

23 – sexta-feira – Caboclos

24 – quarta-feira –Saudação à Sta. Sara,

e Povo Cigano

28 – quarta-feira – Doutrina

26 – sexta-feira - Malandros

30 – sexta-feira - Exus

JULHO

AGOSTO

SETEMBRO

05 – quarta-feira – Doutrina

02 – quarta-feira – Doutrina

01 – sexta-feira – Pretos Velhos

07 – sexta-feira – Pretos Velhos

04 – sexta-feira – Pretos Velhos

06 – quarta-feira – Doutrina

12 – quarta-feira – Estudo da Umbanda

09 – quarta-feira – Estudo da Umbanda

08 – sexta-feira – Saúde

14 – sexta-feira – Saúde

11 – sexta-feira – Saúde

13 – quarta-feira – Estudo da Umbanda

19 – quarta-feira – Doutrina – Vovó Catarina

16 – quarta-feira – Saudação à Obaluaê e Omolu

15 – sexta-feira – Caboclos

21 – sexta-feira – Caboclos

18 – sexta-feira – Caboclos

20 - quarta-feira – Doutrina – Vovó Catarina

28 – Sexta feira - Exus

23 – quarta-feira – Doutrina – Vovó Catarina

22 – sexta-feira – Não Tem Gira


25 – sexta-feira – Malandros

24 – Domingo – Saudação à Ibeijada - às 17h

30 – quarta-feira - Doutrina

27 – quarta-feira – Distribuição Doces

29 – sexta - Exus

OUTUBRO

NOVEMBRO

DEZEMBRO

.04 – quarta-feira – Doutrina

01 – quarta-feira – Terreiro Fechado

02 - Confraternização

06 – sexta-feira – Pretos Velhos

03 – sexta-feira – Não tem Gira

08 – sexta-feira – Saudação à Oxum e bênção dos Pretos Velhos – 20h

11 – quarta-feira - Não tem Esudo Umb.

08 – quarta-feira –Doutrina

09 – Oferendas na Praia – saída 17h

12 – quinta-feira – Cachoeira / Mata

10 - sexta-feira – Saúde

13 – sexta-feira – Não tem Gira

15 – Feriado – Saudação aos Malandros

18 – quarta-feira – Estudo da Umbanda

17 – sexta-feira – Caboclos

20 – sexta-feira – Caboclos

22 – quarta-feira – Estudo da Umbanda

25 – quarta-feira – Doutrina – Vovó Catarina

24 – sexta-feira – Exus

27 – sexta-feira - Ciganos

29 – quarta-feira – Doutrina – Vovó Catarina

A giras de sextas-feiras têm início às 20 horas. As fichas são distribuídas a partir de 19:45 até as 21:30. As pessoas que chegarem após este horário receberão apenas o passe, sem consulta.

Nossa casa não cobra consultas nem trabalhos, porém aceitamos colaboração de materiais de uso como velas, fósforos, charutos, fumos, etc...

ATENÇÃO: NÃO É PERMITIDO PARA ATENDIMENTO, PESSOAS COM MINI-SAIAS, SHORTS OU BERMUDAS CURTAS, BLUSAS MUITO DECOTADAS OU MINI-BLUSAS, CAMISETAS TIPO MACHÃO.

A CARIDADE NÃO SERÁ NEGADA, PORÉM RESPEITEM O TEMPLO RELIGIOSO.

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