quinta-feira, outubro 13, 2011

Sabedoria de um Preto Velho - A Caridade




A Caridade

Meu filho, sei que você tem dado muitas esmolas aos mais necessitados, não tenho dúvidas que você com isso, tem prestado relevantes serviços a Zambi, ao socorrer os irmãos carentes.
Porém devo advertir ao filho, que a caridade não se resume nas moedas que doa, o amor ao próximo vai mais além da imaginação.
A caridade vai além das roupas que não mais vestes, dos sapatos que não usa, das sobras das alimentações de sua mesa.
Tudo que se possa fazer a bem dos menos favorecidos é amor.
Porém a caridade deve ir além das doações materiais.
A caridade deve ultrapassar o limite do coração.
A humanidade está com fome de amor, com sede de compreensão e despida de atenção.
É preciso filho, socorrer as criaturas sofridas da alma, amando o vosso próximo como a ti mesmo, assim como Oxalá nos ama.
Levai a palavra de consolo aos desesperados, acalmai os aflitos, socorrei aos enfermos, estendei as vossas mãos aos que se encontram a beira do abismo, extraviados pelo caminho da vida.
Levai o esclarecimento com doçura e pureza de sentimentos aos mais ignorantes.
Não se envaideça meu filho, por ter uma mediunidade diferenciada, você não é melhor que seu irmão.
Não se esqueça meu filho enquanto a vaidade e o orgulho estiverem pairando sobre a humanidade, haverá sofrimentos na Terra, porém o Pai é misericordioso e nele, encontraremos sempre um bálsamo suavizante para aliviar as dores do corpo físico e da alma.
Siga em frente filho, cumpre com a sua missão com amor, faça a caridade e não esqueça que é dando que se recebe é amando que se é amado.



Uma Lição de Vida (Pai Benedito)




Uma Lição de Vida...


Um médium, no início do seu desenvolvimento mediúnico teve muitas dificuldades, com as dúvidas que eram frequentes, que o perturbavam diariamente por não saber definir, se as comunicações do seu protetor amigo "preto velho", eram de fato espirituais ou se eram coisas da sua própria cabeça.

Ao se identificar, o preto velho disse ser: Pai Benedito das Almas.

Ao termino da reunião o médium duvidou da comunicação e pensou "preto velho Benedito tudo bem, mas das almas? nunca ouvi falar".

Na reunião seguinte, o humilde e meigo preto velho, com uma gargalhada debochada, deixou o seguinte recado ao médium: "Diz ao meu cavalo, para ser menos vaidoso e bem mais humilde, se ele duvida dele mesmo tudo bem, mas que tenha respeito e fé na espiritualidade. Não perco meu tempo com coisa séria se não acredita em mim, que faça pesquisa sobre eu, ou me abandona de vez."

Ao pesquisar o assunto, o médium constatou a veracidade da existência do bom velhinho, embora mediante do fato, ainda prosseguiu a sua caminhada espiritual cheio de dúvidas.

Benedito preto velho sábio, conhecedor da fragilidade do seu cavalo, certa ocasião chamou a esposa do médium e fez o seguinte pedido: "filha, você e meu cavalo no tempo certo terão tudo que merecem, mas vou fazer um pedido a você, Benedito gosta muito de um casaco branco, você me dá um de presente?"

Fala ao meu cavalo para fazer uma pesquisa nestes aparelhos modernos, que ele vai me ver com o meu casaco branco.

Ao receber o recado, o médium imediatamente foi á Internet fazer a tal pesquisa, para a sua decepção só encontrou a imagem do preto velho Benedito sem camisa.

Tal fato causou frustração ao médium, levando-o, a pensar em abandonar aos trabalhos umbandistas.

Como o acaso não existe, o médium recebeu um convite do um irmão de fé para assistirem uma reunião no Templo Espirita Tupyara na cidade do Rio de Janeiro RJ.

Ao término da reunião, o médium percorreu as dependências da casa e deparou com uma lanchonete e aproveitou para fazer um lanche.

Ao retornar, ele deparou com vários quadros em pintura e moldura de caboclos e preto velhos e para sua surpresa la estava ele, o amado preto velho Pai Benedito sentado no tronco, com o seu cachimbo na mão direita, de calça, camisa e casaco branco.

O médium não suportou a tamanha emoção e caiu em prantos diante da certeza, da existência do seu amigo e protetor preto velho Benedito.

Ao ser indagado do fato, Benedito foi firme em dizer "sou preto, sou analfabeto, mas não sou burro. Sempre fui amansador de burro xucro. Não seria um cavalinho pangaré que eu não conseguiria amansar e montar para fazer a caridade e aos filhos abençoar".

Finalizou Benedito com a sua famosa gargalhada.









sexta-feira, outubro 07, 2011

A Vida depois da Vida







O Livro dos Espíritos, o Filme - Dia 07 de Outubro nos Cinemas



Diversos Centros Espíritas foram palco de uma palestra muito especial.

André Marouço, diretor de "O Filme dos Espíritos", e Eduardo Dubal, produtor executivo, nos contam sobre a produção da obra e a importância dessa homenagem.

www.ofilmedosespiritos.com.br


'O Filme dos Espíritos' tem roteiro livremente baseado em 'O Livro dos Espíritos', escrito por Allan Kardec, em 1857. O longa acompanha um homem que, depois de perder a esposa e o emprego, está à beira do suicídio. Mas ele toma contato com a obra de Kardec, mudando os rumos de seu destino. Com Nelson Xavier, Reinaldo Rodrigues, Etty Fraser, Ênio Gonçalves, Ana Rosa, Alethea Ruas, Sandra Corveloni e participação especial de Luciana Gimenez.

quarta-feira, outubro 05, 2011

Olhar Espirita agora na Internet


Programa Olhar Espirita (Roberto Costa) agora pode ser assistido via internet.


Viver em Paz







DEPRESSÕES



Se trazes o espírito agoniado por sensações depressivas, concede ligei
ra pausa a ti mesmo, no capítulo das próprias aflições, a fim de raciocinar. Se alguém te ofendeu, desculpa. Se feriste alguém, reconsidera a própria atitude. Contratempos do mundo estarão constantemente no mundo, onde estiveres. Parentes difíceis repontam de todo núcleo familiar. Trabalho é Lei do Universo. Disciplina é alicerce da educação. Circunstâncias constrangedoras assemelham-se a nuvens que aparecem no firmamento de qualquer clima. Incompreensões com relação a caminho e decisões que se adotem são empeços e desafios, na experiência de quantos desejem equilíbrio e trabalho. Agradar a todos, ao mesmo tempo, é realização impossível. Separações e renovações representam imperativos inevitáveis do progresso espiritual. Mudanças equivalem a tratamento da Alma para os ajustes e reajustes necessários à vida. Conflitos íntimos marcam toda Criatura que aspire a elevar-se. Fracassos de hoje são lições para os acertos de amanhã. Problemas enxameiam a existência de todos aq
ueles que não se acomodam com estagnação. Compreendendo a realidade de toda a pessoa que anseie por Felicidade e Paz, aperfeiçoamento e renovação, toda vez que sugestões de desânimo nos visitem a Alma, retifiquemos em nós o que deva ser corrigido e abraçando o trabalho que a vida nos deu a realizar, prossigamos à frente.
Emmanuel
Francisco C. Xavier



Viver em paz


“... Vivei em paz...” – Paulo. (2ª Epístola aos Coríntios, 13:11.)


Mantém-te em paz.

É provável que os outros te guerreiem gratuitamente, hostilizando-te a maneira de viver; entretanto, podes avançar em teu roteiro, sem guerrear a ninguém.

Para isso, contudo – para que a tranqüilidade te banhe o pensamento –, é necessário que a compaixão e a bondade te sigam todos os passos.
Assume contigo mesmo o compromisso de evitar a exasperação.
Junto da serenidade, poderás analisar cada acontecimento e cada pessoa no lugar e na posição que lhes dizem respeito.
Repara, carinhosamente, os que te procuram no caminho...
Todos os que surgem, aflitos ou desesperados, coléricos ou desabridos, trazem chagas ou ilusões. Prisioneiros da vaidade ou da ignorância, não souberam tolerar a luz da verdade e clamam irritadiços... Unge-te de piedade e penetra-lhes os recessos do ser, e identificarás em todos eles crianças espirituais que se sentem ultrajadas ou contundidas.
Uns acusam, outros choram.
Ajuda-os, enquanto podes.
Pacificando-lhes a alma, harmonizarás, ainda mais, a tua vida.
Aprendamos a compreender cada mente em seu problema.
Recorda-te de que a Natureza, sempre divina em seus fundamentos, respeita a lei do equilíbrio e conserva-a sem cessar.
Ainda mesmo quando os homens se mostram desvairados, nos conflitos abertos, a Terra é sempre firme e o Sol fulgura sempre.
Viver de qualquer modo é de todos, mas viver em paz consigo mesmo é serviço de poucos.

AMIGOS DE JESUS

"Vós sois meus amigos se fizerdes o que eu vos mando." - Jesus. (João, 15:14.)

Em toda parte, Cristo possui:

legiões de admiradores, mas os tiranos da Humanidade
também as adquiriram;
multidões de partidários, no entanto, os verdugos de nações
igualmente as tiveram;
grupos de incensadores, todavia os promotores das guerras
de assalto e
de extermínio também lhes conheceram a adulação;
filas de defensores intransigentes, contudo, os inimigos do
progresso igualmente as enumeraram junto de si;
assembleias de analistas, no entanto, os chefes transviados,
que passaram nas eminências da História, ainda hoje contam com elas.
Jesus, até agora, é cercado entre os povos mais cultos da Terra
de inúmeros crentes e fanáticos, seguidores e intérpretes, adoradores
e adversários, mas os empreiteiros da desordem e da crueldade
também os encontram.
Fácil reconhecer que os comandantes da perturbação e da delinqüência
não conhecem amigos, de vez que o tempo se incumbe de situá-los
no ponto certo que lhes cabe na vida, extinguindo a hipnose de ilusão
com que se jungem aos companheiros. Cristo, porém, dispõe de
amigos reais, que se multiplicam em todas as regiões do planeta
terrestre, à medida que os séculos se lhe sobrepõem à crucificação.
E esses amigos que existem, no seio de todas as filosofias e crenças,
não se distinguem tão-só por legendas exteriores, mas, acima de tudo,
porque se associam a Ele, em espírito e verdade entendendo-lhe as
lições e praticando-lhe os ensinos.
(De “Palavras de Vida Eterna”, de Francisco Cândido Xavier,
pelo Espírito de Emmanuel)
DEPRESSÃO
Maria Dolores
Dizes que sofres angústias
Até mesmo quando em casa,Que a tua dor extravasaNas cinzas da depressão.Que não suportas a vida,Nem te desgarras do tédio,O fantasma, em cujo assédioAfirma que tudo é vão.
Perto da rua em que moras
Há uma viúva esquecida,Guarda o avô quase sem vidaE três filhinhos no lar;Doente, serve em hotel,Trabalha na rouparia.Busca o pão de cada dia,Sem tempo para chorar.
Não longe triste mulher,
Num cubículo apertado,Chora o esposo assassinadoQue era guarda de armazém...Tem dois filhinhos de colo.Por enquanto, ainda não sabe o que deve fazer da existência.Espera pela assistênciaDos que trabalham no bem.
Um paralítico cego,
Numa esteira de barbante,Implora mais adianteQuem lhe dê água a beber...Ninguém atende... Ele grita,Na penúria que o consome,Tem sede e febre, tem fome,Sobretudo quer morrer.
Depressão? Alma querida,
Se tens apenas tristeza,Se te sentes indefesa,Contra a mágoa e dissabor,Sai de ti mesma e auxiliaAos que mais sofrem na estrada.A depressão é curadaPelo trabalho do amor.
Francisco Cândido Xavier
Da obra: Dádivas de Amor. Ditado pelo Espírito Maria Dolores

INFLUENCIAÇÕES ESPIRITUAIS SUTIS

Sempre que você experimente um estado de espírito tendente ao derrotismo, perdurando há varias horas, sem causa orgânica ou moral de destaque, avente a hipótese de uma influenciação espiritual sutil. Seja claro consigo para auxiliar os Mentores Espirituais a socorrer você.
Dentre os fatores que mais revelam essa condição da alma incluem-se:
• Ausência de ambiente íntimo para elevar os sentimentos em oração ou concentrar-se em leitura edificante;
• Indisposição inexplicável, tristeza sem razão aparente e pressentimentos de desastre imediato,
• Aborrecimentos imanifestos por não encontrar semelhantes ou assuntos sobre quem ou o que descarregá-los;
• Pessimismos sub-reptícios, irritações surdas, queixas, exageros de sensibilidade e aptidão a condenar que não tem culpa;
• Interpretação forçada de fatos e atitudes suas ou dos outros, que você sabe não corresponder à realidade;
• Hiperemotividade ou depressão raiando na iminência do pranto;
• Ânsia de investir-se no papel de vítima ou de tomar uma posição de automartírio;
• Teimosia em não aceitar, para você mesmo, que haja influenciação espiritual consigo, mas passado minutos ou horas do acontecimentos, vêm-lhe a mudança de impulsos, o arrependimento, a recomposição do tom mental e, não raro, a constatação de que é tarde para desfazer o erro consumado.
•São sempre acompanhamentos discretos e eventuais por parte do desencarnado e imperceptíveis ao encarnado pela finura do processo.
O espírito responsável pode estar tão inconsciente de seus atos que os efeitos negativos se fazem sentir como se fossem desenvolvidos pela própria pessoa.
Quando o influenciador é consciente, a ocorrência é preparada com antecedência e meticulosidade, às vezes, dias e semanas antes do sorrateiro assalto, marcado para a oportunidade de um encontro em perspectiva, uma conversação, recebimento de carta, clímax de negócio ou crise imprevista de serviço.
Não se sabe o que tem causado maior dano à humanidade: se as obsessões espetaculares, individuais ou coletivas, que todos percebem e ajudam a desfazer ou isolar, ou se essas meio-obsessões de quase obsidiados, despercebidas, contudo bem mais freqüentes, que minam as energias de uma só criatura incauta, mas influenciando o roteiro de legiões de outras.
Quantas desavenças, separações e fracassos não surgem assim?
Estude em sua existência se nessa ultima quinzena você não esteve em alguma circunstância com características de influenciação espiritual sutil. Estude e ajude a você mesmo.
Emmanuel.


HORAS DIFÍCEIS

Emmanuel

Estejas atravessando as horas difíceis que não aguardavas.
Provável est
Querias o empréstimo de recursos amoedados, para acertar os próprios negócios e os amigos falharam.
Perdeste todos os haveres num investimento que te parecia importante e que resultou em fracasso.
Colocaste todas as esperanças num filho querido que te trocou por aventuras inferiores.
Pessoas amadas deixaram-te a sós, afastando-se junto daqueles mesmos que te recebiam apreço e confiança.
Companheiros de ontem surripiaram-te hoje as vantagens e os bens.
Apoiavas-te no afeto e na dedicação de alguém que a morte transferiu de plano, impondo-te desajuste e solidão.
Se essas horas de crise te surgiram na existência, não te desanimes e nem te desesperes.
Ergue a fronte para o alto e conta com Deus.


A LUZ EM TI
Meimei

É um tesouro inigualável, teu somente.
Ninguém dispõe dele em teu lugar. Nas horas mais difíceis, podes gastá-lo sem preocupação. Quando alguém te fira, é capaz de revelar-te a grandeza da alma, no brilho do perdão.
No momento em que os seres mais queridos porventura te abandonem, será parte luminosa de tua benção.
Ante os irmãos infelizes, é o teu cartão de paz e simpatia. Nos empreendimentos que te digam respeito ao próprio interesse, converte-se em passaporte para a aquisição das vantagens que desejes usufruir. No relacionamento comum, transforma-se na chave para a formação das amizades fiéis.
Na essência, é um investimento, a teu próprio favor, que realizas sem o menor prejuízo.
Esse tesouro é o teu sorriso, - luz de Deus em ti mesmo, - que nenhuma circunstância pode extinguir e que ninguém consegue arrebatar.
Livro De Respostas. - Emmanuel - Francisco Cândido Xavier.


DIAS DE SOMBRA

Joanna de Ângelis - Divaldo Pereira Franco
Coincidentemente, há dias que se caracterizam pela sucessão de ocorrências desagradáveis . Nada parece dar certo. Todas as atividades se confundem, e os fatos se apresentam deprimentes, perturbadores. A cada nova tentativa de ação, outros insucessos ocorrem, como se os fenômenos naturais transcorressem de forma contrária.
Nessas ocasiões, as contrariedades aumentam, e o pessimismo se instala nas mentes e na emoção, levando-as a lembranças negativas com presságios deprimentes.
Quem lhe padece a injunção tende ao desânimo, e refugia-se em padrões psicológicos de auto-aflição, de infelicidade, de desprezo por si mesmo.
Sente-se sitiado por forças descomunais, contra as quais não pode lutar, deixando-se arrastar pelas correntes contrarias, envenenando-se com o mau humor.
São esses, dias de provas, e não para desencanto; de desafio, e não para a cessação do esforço.
Quando recrudescem as dificuldades, maior deve ser o investimento de energias, e mais cuidadosa a aplicação do valor moral da batalha.
Desistindo-se sem lutar, mais rápido se dá o fracasso, e quando se vai ao enfrentamento com idéias de perda, parte do labor já está perdido.
***
Nesses dias sombrios, que acontecem periodicamente, e as vezes se tornam contínuos, vigia mais e reflexiona com cuidado. Um insucesso é normal, ou mesmo mais de um, num campo de variadas atividades. Todavia, a intermina sucessão deles pode ter gênese em fatores espirituais perniciosos, cujas personagens se interessam em prejudicar-te, abrindo espaços mentais e emocionais para intercâmbio nefasto contigo, de caráter obsessivo.
Quanto mais te irritares e te entregares à depressão, mais forte se te fará o cerco e mais ocorrências infelizes tomarão forma. Não te debatas até a exaustão, nadando contra a correnteza. Vence-lhe o fluxo, contornando a direção das águas velozes. Há mentes espirituais maldosas, que te acompanham, interessadas no teu fracasso.
Reage-lhes a insídia mediante a oração, o pensamento otimista, a irrestrita confiança em DEUS.
Rompe o moto-contínuo dos desacertos, mudando de paisagem mental, de forma que não vitalizes o agente perturbador. Ouve uma música enriquecedora, que te leve a reminicênscias agradáveis ou a planificações animadoras.
Lê uma pagina edificante do Evangelho ou de outra obra de conteúdo nobre, a fim de te renovares emocionalmente.
Afasta-te do bulício e repousa; contempla uma região que te arranque do estado desanimador. Pensa no teu futuro ditoso, que te aguarda.
Eleva-te a DEUS com unção e romperás as cadeias da aflição.
***
Há sempre Sol brilhando além das nuvens sombrias, e quando ele é colocado no mundo íntimo, nenhuma ameaça de trevas consegue apagar-lhe, ou sequer diminuir-lhe a intensidade da luz.Segue-lhe a claridade e vence o teu dia de insucessos, confiante e tranqüilo.
(Mensagem extraída da obra "MOMENTOS DE SAÚDE")


SEM DESÂNIMO

A dor te visitou, sem aviso prévio.
É compreensível que a emotividade te envolva, diante de acontecimentos que te atingirem no âmago do ser.
Contudo, procura raciocinar.
Lembra-te do amparo de Deus, que já te sustentou em outras situações difíceis.
Recorda as palavras de Jesus, prometendo consolação aos que sofrem.
Lembra-te dos amigos espirituais que te guiam e vem sustentando os passos, por entre os caminhos espinhosos.
Equilibra-te na certeza de que o tempo é solucionador natural de todos os problemas que não possas resolver de imediato.
Confia em Deus e segue para frente.
Amanhã compreenderás melhor as razões das dores, que, hoje padecem incompreensíveis.
( Augusto - Espírito / Clayton - Médium )



O QUE MAIS SOFREMOS
O que mais sofremos no mundo –
Não é a dificuldade. É o desânimo em superá-la.
Não é a provação. É o desespero diante do sofrimento.
Não é a doença. É o pavor de recebê-la.
Não é o parente infeliz. É a mágoa de tê-lo na equipe familiar.
Não é o fracasso. É a teimosia de não reconhecer os próprios erros.
Não é a ingratidão. É a incapacidade de amar sem egoísmo.
Não é a própria pequenez. É a revolta contra a superioridade dos outros.
Não é a injúria. É o orgulho ferido.
Não é a tentação. É a volúpia de experimentar – lhes os alvitres.
Não é a velhice do corpo. É a paixão pelas aparências.
Como é fácil de perceber, na solução de qualquer problema, o pior problema é a carga de aflição que criamos, desenvolvemos e sustentamos contra nós.
( Albino Teixeira – Página recebida pelo médium Francisco Cândido Xavier )


PROVIDÊNCIAS ANTI-DEPRESSIVAS

(...)aqui um resumo das providências mais importantes que fazem a pessoa doente alterar as causas e vencer a depressão:
• analisar sempre as próprias condutas, o impacto dos acontecimentos constrangedores, a situação pessoal e as contrariedades marcantes no presente ou no passado, para diagnosticar, corretamente as causas da depressão;
• iniciar logo um tratamento espiritual e médico, com o envolvimento dos familiares e dos amigos, para obter eficiência;
• buscar a cura pela conscientização das causas e pelo emprego da força de vontade: para melhorar , é preciso querer sarar;
• não Ter vergonha de recorrer a todos os recursos necessários e disponíveis na sociedade;
• persistir na obtenção da cura, mesmo se os resultados iniciais forem lentos;
• valorizar as condutas cristãs e os ensinamentos religiosos e espirituais, que melhoram as faculdades da alma e lhe permitem externar suas forças;
• confiar na ajuda espiritual, invocando-a pela prece;
• pedir, humildemente, a ajuda dos familiares e amigos;
• tentar esquecer os erros cometidos, deixar no passado os fatos marcantes, perdoar as faltas próprias e dos semelhantes e fugir da rememoração dos acontecimentos chocantes que ainda exercem ação sobre as emoções, os sentimentos, a mente e os pensamentos;
• procurar manter atividades sadias , levar uma vida simples e descomplicada, readquirir hábitos salutares e valorizar a prática das virtudes;
Mensagem extraída do livro “ Equilíbrio Íntimo pelo Espiritismo “ - Geziel Andrade )

Depressões

Se trazes o espírito agoniado por sensações depressivas, concede ligeira pausa a ti mesmo, no capítulo das próprias aflições, a fim de raciocinar.
Se alguém te ofendeu, desculpa.
Se feriste alguém, reconsidera a própria atitude .
Contratempos do mundo estarão constantemente no mundo, onde estiveres.
Parentes difíceis repontam de todo núcleo familiar.
Trabalho é a lei do Universo.
Disciplina é alicerce da educação.
Circunstâncias constrangedoras assemelham-se a nuvens que aparecem no firmamento de qualquer clima.
Imcompreensões com relação a caminho e decisões que se adotem são empeços e desafios, na experiência de quantos desejem equilíbrio e trabalho.
Agradar a todos, ao mesmo tempo, é realização imposível.
Separações e renovações representam imperativos inevitáveis do progresso espiritual.
Mudanças equivalem a tratamento da alma, para os ajustes e reajustes necessários à vida.
Conflitos íntimos marcam toda criatura que aspire a elevar-se.
Fracassos de hoje são lições para os acertos de amanhã.
Problemas enxameiam a existência de todos aqueles que não se acomodam com estagnação.
Compreendendo a realidade de toda a pessoa que anseie por felicidade e paz, aperfeiçoamento e renovação, toda vez que sugestões de desânimo nos visitem a alma, retifiquemos em nós o que deva ser corrigido e, abraçando o trabalho que a vida nos deu a realizar, prossigamos à frente.
Emmanuel



Treino para a Morte

Preocupado com a sobrevivência além-túmulo, você pergunta, espantado, como deveria ser levado a efeito o treinamento de um homem para as surpresas da morte.
A indagação é curiosa e, realmente, dá o que pensar.
Creia, contudo, que, por enquanto, não é muito fácil preparar, tecnicamente, um companheiro à frente da peregrinação infalível.
Os turistas que procedem da Ásia ou da Europa habilitam futuros viajantes com eficiência, por lhes não faltarem os termos analógicos necessários. Mas, nós, desencarnados, esbarramos com obstáculos quase intransponíveis.
A rigor, a Religião deve orientar as realizações do espírito, assim como a Ciência dirige todos os assuntos pertinentes à vida material. Entretanto, a Religião até certo ponto, permanece jungida ao superficialismo do sacerdócio, sem tocar a profundeza da alma.
Importa considerar, também, que a sua consulta, ao invés de ser encaminhada a grandes teólogos da Terra, hoje domiciliados na Espiritualidade, foi endereçado justamente a mim, pobre noticiarista sem méritos para tratar de semelhante inquirição.
Pode acreditar que não obstante achar-me aqui de novo, há quase vinte anos de contado, sinto-me ainda no assombro de um xavante, repentinamente trazido da selva matogrossense para alguma de nossas Universidades, com a obrigação de filiar-se, de inopino, aos mais elevados estudos e às mais complicadas disciplinas.
Em razão disso, não posso reportar-me senão ao meu próprio ponto de vista, com as deficiências do selvagem surpreendido junto à coroa da Civilização.
Preliminarmente, admito deva referir-me aos nossos antigos maus hábitos. A cristalização deles, aqui, é uma praga tiranizante.
• Comece a renovação de seus costumes pelo prato de cada dia. Diminua gradativamente a volúpia de comer a carne dos animais. O cemitério na barriga é um tormento, depois da grande transição. O lombo de porco ou o bife de vitela, temperados com sal e pimenta, Não nos situam muito longe dos nossos antepassados, os tamoios e os caiapós, que se devoravam uns aos outros.
• Os excitantes largamente ingeridos constituem outra perigosa obsessão. Tenho visto muitas almas de origem aparentemente primorosa, dispostas a trocar o prórpio Céu pelo uísque aristocrático ou pela nossa cachaça brasileira.
• Tanto quanto lhe seja possível, evite os abusos do fumo. Infunde pena a angústia dos desencarnados amantes da nicotina.
• Não se renda à tentação dos narcóticos. Por mais aflitivas pareçam as crises do estágio no corpo, agüente firme os golpes da luta. As vítimas da cocaína, da morfina e dos barbitúricos demoram-se largo tempo na cela escura da sede e da inércia.
• E o sexo? Guarde muito cuidado na preservação do seu equilíbrio emotivo. Temos aqui muita gente boa carregando consigo o inferno rotulado de "amor".
• Se você possui algum dinheiro ou detém alguma posse terrestre, não adie doações, caso esteja realmente inclinado a fazê-las. Grandes homens, que admirávamos no mundo pela habilidade e poder com que concretizavam importantes negócios, aparecem, junto de nós, em muitas ocasiões, à maneira de crianças desesperadas por não mais conseguirem manobrar os talões de cheque.
• Em família, observe cautela com testamentos. As doenças fulminatórias chegam de assalto, e, se a sua papelada não estiver em ordem, você padecerá muitas humilhações, através de tribunais e cartórios. Sobretudo, não se apegue demasiado aos laços consangüíneos. Ame sua esposa, seus filhos e seus parentes com moderação, na certeza de que, um dia, você estará ausente deles e que, por isso mesmo, agirão quase sempre em desacordo com sua vontade, embora lhes respeitem a memória. Não se esqueça de que, no estado presente da educação terrestre, se alguns afeiçoados lhe registrarem a presença extraterrena depois dos funerais, na certa intimá-lo-ão a descer aos infernos, receando-lhe a volta inoportuna.
• Se você já possui o tesouro de uma fé religiosa, viva de acordo com os preceitos que abraça. É horrível a responsabilidade moral de quem já conhece o caminho, sem equilibrar-se dentro dele.
• Faça o bem que puder, sem a preocupação de satisfazer a todos. Convença-se de que se você não experimen


Tratamento de Enfermo no Espaço
Lucas Pardal

Carta do médium Francisco Cândido Xavier ao Prof. Ismael Gomes Braga relatando na íntegra um tratamento de enfermo no espaço:
“Querido Ismael, Deus nos abençoe
Estou recebendo hoje a tua carta de 29 último e agradeço-te por tudo, rogando a Deus nos permita a felicidade de saber-te plenamente restaurado de saúde.
Muito grato pelas notícias em que me confirmas a existência do nosso caro irmão Álvaro Damasceno, apresso-me a contar-te novo encontro que tivemos no Plano Espiritual, de 29 para 30, ou de sexta para sábado últimos. - Vim tarde para casa, porque a nossa sessão pública terminou nas primeiras horas da madrugada. Deitei-me e, pouco tempo passado, vi-me conduzido a uma região que não sei descrever corretamente. Tive a idéias de que no estado em que me achava não me afligia por qualquer aspecto exterior.
Acompanhado, entrei numa casa de agradável aparência, ladeada de flores e num ambiente alegre como se houvesse ali música que não era ouvida. Não tenho outra expressão para figurar o que vi. Fui recebido pelo mesmo Espírito que fiquei conhecendo por Álvaro Damasceno. Mandou-me entrar com afabilidade. Numa sala grande e bela, mas simples e acolhedora, estavam senhoras. Conheci logo Estevina, a irmã dela, que já conhecia de nossos trabalhos espirituais em Pedro Leopoldo, uma outra que fiquei sabendo ser D. Aldana, muito singular pela formosa cabeleira escura, e uma outra muito simpática que me apresentaram como sendo Carlinda. Ao lado delas, reconheci-te e, de improviso, reconheci Emmanuel, percebendo que fora ele que me conduzira até ali, porque te cumprimentava, dando a entender que estava chegando. Com o Álvaro formamos ao todo oito pessoas. Reunimo-nos de alma alegre. Felizes. Uma felicidade leve, estranha. Emmanuel, sorrindo, pediu a D. Aldana assumisse a direção dos trabalhos espirituais.
Compreendi que estava ali para seguir uma reunião.
Não estávamos em torno de mesa grande como na Terra, em reuniões habituais de nossa fé. Sentávamos à vontade, em espécies de divãs compridos, mas D. Aldana se deslocou e sentou-se ao pé de um móvel diferente, que parecia característico para salientar a pessoa que o ocupasse.
D. Aldana fez uma prece que nos deixou em lágrimas de profunda emoção. Em seguida, leu num exemplar de “O Evangelho segundo o Espiritismo” alguns trechos do capítulo V, em que se fala de bem-aventuranças ao aflitos. Comentou em minutos rápidos e, em seguida, a senhora de nome Carlinda se levantou e, caminhando para teu lado, aplicou-te muita medicação na zona do tórax, envolvendo-te em forças magnéticas que tomavam cor aos meus olhos. Uma espécie de coleção de ondas rosadas que absorvias, através da respiração a longos haustos.
Agradeceste em pranto mal contido o socorro que acabaste de receber, chamando a Sra. Carlinda por “Vovó”, mas não fiquei sabendo se era mesmo alguma de tuas avozinhas. O ambiente doce, mas extremamente respeitável, não me favorecia perguntas. D. Aldana encerrou a reunião enquanto a irmã Quininha tocava um instrumento que me pareceu um piano diferente, porque era alto e exigia da musicista a posição de pé. A melodia era suave, de grande beleza. Finda a música, a irmã Quininha disse-te:
- Ismael, dediquei a música não apenas ao teu coração fraterno, mas também ao Oscar e à mamãe Augusta, ausentes de nossas preces.
Sorriste e aprovaste, mas não fiquei sabendo de quem se tratava.
Perguntaste a ela sobre a mamãe Augusta e ela disse que Padre Anselmo estava prestando a ela grande auxílio.”
Seguia tudo com atenção, mas sentia de mim para comigo que não devia perguntar sobre o que vinha observando.
Logo após, todos os presentes, inclusive Emmanuel, te dirigiram palavras de reconforto.
Pediam-te coragem, tranqüilidade, bom ânimo, alegria.
Estevina, que falava com muito amor e carinho, foi ao interior e trouxe um belo livro e explicou, risonha, que era um dos volumes de teus escritos, por ela colecionados. Estavas, como eu mesmo, surpreso. Abriste o livro, admirado. Linda encadernação. Todas as páginas tinham sinais luminosos, mas algumas delas brilhavam, com expressão de grande beleza. Não me contive e indaguei por quê. Estevina explicou, então, que se tratava de artigos que escreveste com mais sacrifícios, nos dias de mais luta íntima, de maiores sofrimentos morais. O volume incluía páginas escritas por ti em dois anos, esclarecendo Estevina que apenas trazia um dos volumes, dos muitos que tens no Plano Espiritual e informou, ainda, que o trabalho Esperantista é separado do trabalho espírita, mas que tens livros de um e de outro setor. Conversamos alegremente. Comentamos as lições da vida e quando me referia ao ensinamento das páginas luminosas, quando escreveste com mais sacrifícios, notei que Emmanuel me fez o sinal de voltar, e, embora com mágoa despedi-me deixando-te lá, esclarecendo-me Estevina que te demorarias apenas alguns minutos mais, para voltar ao Rio por vias diferentes. Em seguida, num fragmento mínimo de tempo, despertei. Eram 5 da manhã.
Guardei tudo que pude reter na memória e conto-te como estão as lembranças, ainda agora, em minha mente.
(a) Chico.”
Em nota do rodapé de cópia dessa carta enviada ao Presidente A Wantuil de Freitas, o Prof. Ismael Gomes Braga registrou suas observações comprobatórias quanto a exatidão dos nomes das Entidades citadas, fazendo-o nestes termos:
“Álvaro Damasceno, Vovó Carlinda, Augusta, Oscar, Padre Anselmo são conhecidos meus numa série de sessões de materializações realizadas de 1927 a 1929 em Andaraí. O mesmo quanto a Quininha e Estevina. D. Aldana foi minha tia, irmã de minha mãe.
Parece que a reunião foi em casa dos Magalhães, porque a Estevina foi ao interior apanhar um livro para nos mostrar.
Naquela noite eu, Ismael, passei muito mal, mas despertei-me bem disposto. Pela madrugada estive dormindo sono profundo, sem sonhos. Todos os nomes próprios estão certos. Vovó era como todos nós tratávamos a Carlinda, que foi madrasta do Estevão Magalhães e estava em lugar de avó das moças Quininha, Estevina e outras.”
Vemos, assim, como os dois planos - material e espiritual - se interpenetram, alternando-se em regime de recíproca influenciação, num fluxo e refluxo de causas e efeitos, de forças e vibrações que raiam pelos domínios do sublime, entrelaçando almas e corações pelos mais sacrossantos laços afetivos para a regência da partitura da sinfonia do Amor, em que encarnados e desencarnados participam da orquestração.
Extraído de Reformador nº 1801
A Caridade - Setembro de 1990




Se Te Encontras Angustiado
Se te sentes tentado ao suicídio, ora a Deus e busca a presença de um amigo com que possas conversas.
Quase todos os homens experimentam semelhante estado emocional, notadamente quando o sofrimento, em suas múltiplas nuanças, lhes subtrai a alegria de viver.
Se a tempestade das provações desaba sobre a tua vida, não desespere.
Breve, o Sol voltará a brilhar no horizonte de tuas esperanças.
Suporta corajosamente a dor que te acicata a alma, recordando que Deus, nosso Pai de Infinita Misericórdia, a ninguém desampara.
Se te encontras angustiado, pensa naqueles que estão lutando em silêncio por um mundo melhor e junta-te a eles, consagrando os teus dias a uma causa nobre.
Não acredites que nada possas realizar na seara do bem.
Cede as tuas mãos ao Senhor e Ele, por tí, fará maravilhas.
Esquece a idéia da morte e vive para os que te amam.
O sacrifício pessoal é uma estrada de beleza indefinível...
Amanhã, quando alcançares a Grande Renovação, agradecerás a cruz que te possibilitou compreender e abençoar a vida.
Irmão José
Livro: TENDE BOM ÂNIMO
Francisco Cândido Xavier - Carlos A Baccelli - Autores Divers

NOS INSTANTES DIFÍCEIS

Nas dificuldades do dia-a-dia, esqueça os contratempos e siga em frente, recordando que Deus esculpiu em cada um de nós a faculdade de resolver os nossos próprios problemas.
A vida é aquilo que você deseja diariamente.
A renovação autêntica tem de começar em nós mesmos.
Você prepara o caminho de quaisquer ocorrências pensando em torno delas.
A palavra é porta de entrada para as suas realizações.
Carregar ressentimentos será bloquear os seus próprios recursos.
Encolerizar-se é dinamitar o seu próprio trabalho.
Não sofra hoje pela neurose que talvez lhe venha comprovar a compreensão e a resistência, em futuro remoto.
Os problemas existirão sempre ao redor de nós e apesar de nós.
Olvide ofensas e desgosto, tribulações e sombras e continue trabalhando quanto puder no bem de todos, recordando que o tópico mais importante do seu caminho será sempre servir.
ANDRÉ LUIZ/ Psicografia de Francisco Cândido Xavier

OTIMISMO


"Cada Espírito é sempre o mesmo eu antes, durante e depois da encarnação, sendo esta, apenas, uma fase de sua existência."


Desalentado, deixas-te envolver pelos vapores perigosos do pessimismo, como se a mensagem da vida valiosa em toda parte tivesse calado sua voz.
Como te encontras, enfermarás indubitavelmente.
No redutos sombrios proliferam mais abundantemente aracnídeos e vermes perigosos.
Pessimismo é mortalha característica para quem se compraz nas trevas da ignorância da vida.
Antolho, limita a visão, impossibilitando o conhecimento e a bênção da paisagem.
É preciso combater a depressão que se origina nas fibras dilaceradas da amargura, madre onde se desenvolvem muitos males.
O pessimista contamina aqueles com quem vive e empedernece os sentimentos, demorando-se indiferente a tudo.
Deprecia e combate as aspirações alheias e as alheias realizações.
Ególatra, imobiliza-se e, circunscrito ao que pensa, quase sempre erradamente, espalha os miasmas que o vencem, disseminando dor e suspeita.
Se te encontras no pórtico sombrio da inquietação, sob a ameaça do descrédito, pára a meditar na grandeza do Pai Criador.
Segundo alguns concepcionistas modernos, se se retirassem da Terra os espaços vazios de que se constitui, esta ficaria reduzida a uma esfera com apenas oitocentos metros de raio! E se a mesma operação fosse feita num homem que pesasse setenta quilos, este ficaria reduzido a uma partícula invisível a olho nu, pesando, porém, setenta quilos!...
Os fisiologistas calculam que para o milagre da digestão o estômago dispõe de aproximadamente trinta e cinco milhões de glândulas!...
Os embriologistas esclarecem que "se se pudessem reunir todos os genes como os cromossomos que os seguem e que deram origem à população do Globo" - cerca de três bilhões de pessoas - "num só vasilhame, estes não encheriam um dedal dos que se utilizam os costureiros!
Merece, no entanto, considerar que em cada um desses genes ultra-microscópicos que se encontram o caráter moral, a hereditariedade, as linhas da personalidade, a estrutura óssea, a massa orgânica," aparência e todos os sinais que identificarão o ser adulto, mais tarde, por estarem impulsionados pelo Espírito imortal, embora saibamos que não é exatamente assim...
Os astrônomos informam que, no Universo imenso, o nosso Sistema Solar é humilde e desconsiderado cortejo de astros. E citam Alfa de Hércules, que se fosse colocada no lugar do nosso Sol, conseguiria com o seu volume engolfar o Astro-Rei, Mercúrio, Vênus, Terra e ultrapassar a órbita de Marte!...
Os entomologistas crêem que há no Orbe terrestre aproximadamente 700.000 espécies de insetos, já devidamente classificados!...
Tudo nos fala uma excelente linguagem: vida estuante!
Uma alegria radiosa invade o pensamento de quem procura ver e busca entender.
Em todas as coisas há um apelo veemente ao espírito humano no que diz respeito ao otimismo.
Revelam-se os panoramas da Natureza inundada de luz, de atividade, vestidos do amor. Harmonias extasiam!
Faz-se necessário romper as amarras do cepticismo e da tristeza para avançar.
Otimismo é também confiança e respeito a Deus, nosso Excelso Pai.
Na Obra com que a Divindade nos enseja longos vôos para o pensamento, a linguagem da força do bem vencedor vibra sem interrupção.
Não confines tuas aspirações aos primeiros insucessos, nem te limites aos fracassos iniciais.
Segue mais além, em novas tentativas, considerando que nenhum triunfo precede ao labor, e se tal acontecesse não seria um louro de vitória legítima, mas uma concessão de glória indébita.
No labor a que te afervoras, esfacela a rotina das tuas tarefas e dá da tua própria pessoa entusiasmo e alegria aos teus que fazeres.
Recondiciona conceitos e situações às realidades do momento em que vives, dilata os recursos da ação edificante e, otimista, opera.
Se temeres por não concluir o serviço, recorda a lição da vida e deixa-te conduzir pela certeza de que o teu dever é este: fazer a tua parte, e os resultados no amanhã a Deus pertencem como direito d'Ele.

Joanna de Ângelis/Divaldo Pereira Franco - Do livro Oferenda.

Acidentados da Alma

Compadeces-te dos caídos em moléstia ou desastre, que e apresentam no corpo comovedoras mutilações. Inclina-te, porém, com igual compaixão para aqueles outros que comparecem, diante de ti, por acidentados da alma, cujas lesões dolorosas não aparecem. Além da posição de necessitados, pelas chagas ocultas de que são portadores, quase sempre se mostram na feição de companheiros menos atrativos e desejáveis.
Surgem pessoalmente bem-postos, estadeando exigências ou formulando complicações, no entanto, bastas vezes trazem o coração sob provas difíceis; espancam-te a sensibilidade com palavras ferinas, contudo, em vários lances da experiência, são feixes de nervos destrambelhados que a doença consome; revelam-se na condição de amigos, supostos ingratos, que nos deixam em abandono, nas horas de crise, mas, em muitos casos, são enfermos de espírito, que se enviscam, inconscientes, nas tramas da obsessão; acolhem-te o carinho com manifestações de aspereza, todavia, estarão provavelmente agitados pelo fogo do desespero, lembrando árvores benfeitoras quando a praga as dizima; são delinqüentes e constrangem-te a profundo desgosto, pelo comportamento incorreto; no entanto, em múltiplas circunstâncias, são almas nobres tombadas em tentação, para as quais já existe bastante angústia na cabeça atormentada que o remorso atenaza e a dor suplicia...
Não te digo que aproves o mal sob a alegação de resguardar a bondade. A retificação permanece na ordem e na segurança da vida, tanto quanto vige o remédio na defesa e sustentação da saúde. Age, porém, diante dos acidentados da alma, com a prudência e a piedade do enfermo que socorre a contusão, sem alargar a ferida.
Restaurar sem destruir. Emendar sem proscrever. Não ignorar que os irmãos transviados se encontram encarcerados em labirintos de sombra, sendo necessário garantir-lhes uma saída adequada.
Em qualquer processo de reajuste, recordemos Jesus que, a ensinar servindo e corrigir amando, declarou não ter vindo à Terra para curar os sãos.

Emmanuel
( Do livro "Estude e Viva" )

Surge a Era Nova


O sol da esperança desbasta as trevas da ignorância.

Pequenos grupos de servidores verdadeiros do Evangelho, no silêncio da renúncia, estão levantando os pilotis sobre os quais será erguida a Era Nova.
Sem alarde, em luta ingente, esses corações convidados constituem segurança para o mundo melhor de amanhã.
Não obstante o vendaval, as ameaças do desequilíbrio e o predomínio aparente das forças da violência, o bem, como fluido de libertação, penetra todo o organismo terrestre preparando o mundo novo.
Não engrossam as fileiras dos desanimados, nem aplaudem a insensatez dos perversos ou apóiam a estultícia dos vitoriosos da ilusão.

Quem aprendeu a confiar em Jesus põe as suas raízes na verdade. São minoria, não, porém, grupo ao abandono.
Todos os grandes ideais da humanidade surgem em pequeninos núcleos, que se alargam em gerações após gerações.
O Cristianismo restaurado, por sua vez, é a doutrina do amanhã, no enfoque espírita, porque, enquanto a mensagem de Jesus teve de destruir as bases do paganismo para erguer o santuário do amor, o Espiritismo deve apenas erigir, sobre o Cristianismo, o templo luminoso da caridade.
Chamados para este ministério, não duvidam, alegrando-se por ter seus nomes inscritos, como diz o Evangelho, no livro do reino dos céus e serem conhecidos do Senhor.

Nossa Casa tem ação. É hoje reduto festivo, santuário que alberga Espíritos mensageiros da luz, oficina onde se trabalha, escola de educação e hospital de recuperação de vidas.
Com outros Obreiros aqui temos estado, mantendo a chama da verdade acesa - como ocorria com os antigos faróis com a flama ardente, apontando a entrada dos portos e mais tarde dando notícias dos recifes e perigos do mar.

Filhos da alma, nunca desistam de fazer o bem, face ao aparente triunfo do mal em desgoverno, em torno de suas vidas.
Passada a tempestade, a luz volta a fulgir.
A sombra é somente ausência da claridade. Não é real.
Só Deus é Vida; somente o Bem é meta.


Autor: Joanna de Ângelis
Psicografia de Divaldo Franco. Livro: Momentos Enriquecedores
Auto-Encontro


A ansiosa busca de afirmação da personalidade leva o indivíduo, não raro, a encetar esforços em favor das conquistas externas, que o deixam frustrado, normalmente insatisfeito.


Transfere-se, então, de uma para outra necessidade que se lhe torna meta prioritária, e, ao ser conseguida, novo desinteresse o domina, deixando-o aturdido.

A sucessão de transferências termina por exauri-lo, ferindo-lhe os interesses reais que ficam á margem.

Realmente, a existência física é uma proposta oportuna para a aquisição de valores que contribuem para a paz e a realização do ser inteligente. Isto, porém, somente será possível quando o centro de interesse não se desviar do tema central, que é a evolução.

Para ser conseguida, faz-se imprescindível uma avaliação de conteúdos, a fim de saber-se o que realmente é transitório e o que é de largo curso e duração.

Essa demorada reflexão selecionará os objetivos reais dos aparentes, ensejando a escolha daqueles que possuem as respostas e os recursos plenificadores.

Hoje, mais do que antes essa decisão se faz urgente, por motivos óbvios, pois que, enquanto escasseiam o equilíbrio individual e coletivo, a saúde e a felicidade, multiplicam-se os desaires e as angústias ceifando os ideais de enobrecimento humano.

Se de fato andas pela conquista da felicidade, tenta o auto-encontro.

Utilizando-te da meditação prolongada, penetrar-te-ás, descobrindo o teu ser real, imortal, que aguarda ensejo de desdobramento e realização.

Certamente, os primeiros tentames não te concederão resultados apreciáveis.

Perceberás que a fixação da mente na interiorização será interrompida, inúmeras vezes, pelas distrações habituais do intelecto e da falta de harmonia.

Desacostumado a uma imersão, a tua tentativa se fará prejudicada pela irrupção das idéias arquivadas no inconsciente, determinantes de tua conduta inquieta, irregular, conflitiva.


Concordamos que a criatura é conduzida, na maior parte das vezes, pelo inconsciente, que lhe dita o pensamento e as ações, como resultado normal das próprias construções mentais anteriores.

A mudança de hábito necessita de novo condicionamento, a fim de mergulhares nesse oceano tumultuado, atingindo-lhe o limite que concede acesso às praias da harmonia, do autodescobrimento, da realização interior.

Nessa façanha verás o desmoronar de muitas e vazias ambições, que cultivas por ignorância ou má educação; o soçobrar de inúmeros engodos; o desaparecer de incontáveis conflitos que te aturdem e devastam.

Amadurecerás lentamente e te acalmarás, não te deixando mais abater pelo desânino, nem exaltar pelo entusiasmo dos outros.

Ficarás imune à tentação do orgulho e à pedrada da inveja, à incompreensão gratuita e à inimizade perseguidora, porque somente darás atenção à necessidade de valorização do ser profundo e indestrutível que és.

Terminarás por te venceres, e essa será a tua mais admirável vitória.

Não cesses, portanto, logo comeces a busca interior, de dar-lhe prosseguimento se as dificuldades e distrações do ego se te apresentarem perturbadoras.


Divaldo Pereira Franco. Da obra: Momentos Enriquecedores.
Ditado pelo Espírito Joanna de Ângelis. Salvador, BA: LEAL, 1994
O Mais Importante
Provavelmente você estará atravessando longa faixa de provações em que o ânimo quase que se lhe abate.

Crises e problemas apareceram.

Entretanto, paz e libertação, esperança e alegria dependem de sua própria atitude.

Se veio a colher ofensa ou menosprezo, você mesmo pode ser o perdão e a tolerância, doando aos agressores o passaporte para o conhecimento deles próprios.

Se dificuldades lhe contrariaram a expectativa de auto-realização, nesse ou naquele sentido, a sua paciência lhe fará ver os pontos fracos que precisa anular a fim de atingir a concretização dos seus planos em momentos mais oportunos.

Se alguém lhe impôs decepções, o seu entendimento fraterno observará que isso é uma benção da vida imunizando-lhe o espírito contra a aquisição de pesados e amargos compromissos futuros.

Se experimenta obstáculos na própria sustentação, o seu devotamento ao trabalho lhe conferirá melhoria de competência e a melhoria de competência lhe elevará o nível de compensações e recursos.

Se você está doente, é a sua serenidade, com a sua cooperação, que se fará base essencial de auxílio aos médicos e companheiros que lhe promovem a cura.

Se sofre a incompreensão de pessoas queridas, é a sua bondade, com o seu despreendimento, que se lhe transformará em arrimo para que os entes amados retornem ao seu mundo afetivo.

Evite as complicações de rebeldia e inconformidade, ódio e inveja, egoísmo e desespero que apenas engrossarão o seu somatório de angústia.

Mudanças, aflições, anseios, lutas, desilusões e conflitos sempre existiram no caminho da evolução.

Por isso mesmo, o mais importante não é aquilo que aconteça e sim o seu modo de reagir.
André Luiz
Do livro "Na Era do Espírito", Francisco Cândido Xavier e José Herculano Pires.
A Felicidade na Terra
*Irmão Saulo

A felicidade é uma questão de compreensão. As criaturas que encaram a vida sem nenhuma compreensão da sua realidade espiritual não podem ser felizes. Seus momentos de alegria e satisfação passam depressa e são em poucos. Porque elas colocam a felicidade onde ela não pode estar, querem encontrá-la em coisas ilusórias que logo se desfazem. A felicidade mora em nós mesmos, em nossa consciência. Temos um objetivo na vida e só somos felizes quando o estamos realizando.

As regras que André Luiz nos oferece mostram isso de maneira bem clara e confirmam O Livro dos Espíritos em sua questão 921. No comentário a essa questão Kardec adverte: “O homem bem compenetrado do seu destino futuro só vê na existência corpórea uma rápida passagem”. Descartes já nos alertava contra o perigo de confundirmos a alma com o corpo. Quando não sabemos nos distinguir do próprio corpo o que buscamos é uma felicidade ilusória, egoísta e efêmera. Ela pode nos satisfazer por alguns instantes, mas logo murchará em nossas mãos e nos sentiremos grandemente infelizes.

É bom gravarmos em nossa mente este ensino de André Luiz: “Criar alegria e segurança nos outros é aumentar o nosso rendimento de paz e felicidade”. Esta não é apenas uma recomendação moral, é uma lei cientifica. Porque a vida humana é psíquica e não material. Vivemos num oceano de vibrações psíquicas, em permanente permuta com as outras pessoas. Se pensamos no mal atraímos vibrações más, se pensamos no bem atraímos boas vibrações, e se fazemos o bem criamos um potencial de bondade, paz e felicidade ao nosso redor, beneficiando também os outros.

É evidente que não podemos mudar o mundo por nós mesmos. Nem podemos fazer-nos anjos de um momento para outro. Temos o nosso passado negativo, mas o presente nos oferece a oportunidade de criar um futuro positivo. Enquanto o criarmos com nossos bons pensamentos e boas ações teremos a felicidade que é possível ao homem gozar na Terra, mundo ainda inferior, de provas e expiações. Venceremos nossas provas com alegria e superaremos nossas provações com esperança, compreendendo que nos libertamos a nós mesmos para a felicidade real do espírito que é o destino de todas as criaturas.


* Irmão Saulo foi o pseudônimo utilizado por José Herculano Pires em alguns dos seus textos, quando ainda encarnado.

Do livro “Na Era do Espírito”, de Francisco C. Xavier e José Herculano Pires.

LEMA DA VIDA

Indagas, muita vez, alma querida, como apagar ofensas,
Conforme ensinas, crês, queres ou pensas no perdão por dever...

Fita o mundo em que moras, todo bem que se faz ou que se imortaliza, conserva por divisa: renovar e esquecer.

A noite cria a escuridão que aflige pelo fardo das sombras exteriores, mas, eis que surge a aurora e canta em cores, saudando o novo dia a renascer...

Nada recorda as trevas dissipadas, o Sol fulge nos lares onde estamos, não longe louvam pássaros nos ramos: renovar e esquecer.

O grande rio abaixa-se de todo para abraçar os córregos da serra e colhe humildemente os detritos da terra, a servir e a correr.

Por mais que se lhe atire pedra e lodo à face, não revida, não chora, não blasfema, segue espalhando amor, sustentando por lema: renovar e esquecer.

No mar, a tempestade grita em fúria...

A nave mais potente, a mais ampla e veloz, recorda simplesmente uma casca de noz em férrea luta por sobreviver...

Depois a paz do Céu derrama-se no abismo, o torvelinho cessa, a estrada é mansa e a maré balbucia a oração da esperança: renovar e esquecer.

Assim também, se amados te esqueceram, se pelos bens, que aguardas e produzes,recebes tão-somente as lágrimas e as cruzes de provas que te fazem padecer,

Desculpa, serve, ampara, ama e auxilia e encontrarás enfim, por mais triste ou cansada, a clara voz de Deus, lembrando-te na estrada:

Renovar e esquecer...
Maria Dolores
Do livro Chico Xavier Pede Licença,
Francisco Cândido Xavier e José Herculano Pires
No Rumo da Paz
Se você retirar a sombra da tristeza que lhe cobre o olhar, observará que o Sol e o Tempo renasceram, hoje, a fim de que você possa refazer-se e recomeçar.

Não se sabe de ninguém que houvesse conseguido a restauração ou o êxito em clima de desabafo.

Sorrir atraindo dedicações e possibilidades ou mostrar a face agoniada da irritação, suscitando adversários ou problemas, dependerá sempre de você mesmo.

Ódio e medo, inveja ou ciúme, desespero ou ressentimento desajustam a mente, e a mente desequilibrada envenena o corpo.

Procure ver o melhor dos outros e dê aos outros o melhor de você, porque o pessimismo jamais edifica.

Você receberá auxílio e assistência na medida exata das suas prestações de serviço ao próximo, recebendo ainda, por acréscimo, valiosas bonificações da Providência Divina.

Recordemos que situar-nos nas dificuldades dos outros, de modo a senti-las como se fossem nossas, para auxiliar aos outros, sem exigência ou compensação, é a maneira mais justa de garantir a paz.

Lembremo-nos sempre de que a criatura humana, seja qual for a condição em que se encontre, conquanto as imperfeições ou fraquezas que ainda carregue, é um anjo em formação, caindo às vezes para levantar-se e aprender as lições do Bem com mais segurança. E, segundo as leis da evolução, toda a criatura, a fim de burilar-se, é chamada a esforço máximo, no qual a dificuldade e o sofrimento estão incluídos por ingredientes de progresso e sublimação.

Por isso mesmo, em quaisquer ocasiões, seja de alegria ou inquietação, fracasso ou refazimento, se aspiramos a seguir para as vanguardas de elevação e felicidade, amor e luz, só nos resta uma solução: trabalhar.
André Luiz

Psicografia de Francisco Cândido Xavier
Livro Astronautas do Além,
de Francisco Cândido Xavier e José Herculano Pires.

O Espírita e o Mundo Atual

A Terra está passando por um período crítico de crescimento. Nosso pequenino mundo, fechado em concepções mesquinhas e acanhados limites, amadurece para o infinito. Suas fronteiras se abrem em todas as direções. Estamos às vésperas de uma Nova Terra e um Novo Céu, segundo as expressões do Apocalipse. O Espiritismo veio para ajudar a Terra nessa transição.

Procuremos, pois, compreender a nossa responsabilidade de espíritas, em todos os setores da vida contemporânea. Não somos espíritas por acaso, nem porque precisamos do auxílio dos Espíritos para a solução dos nossos problemas terrenos. Somos espíritas porque assumimos na vida espiritual graves responsabilidades para esta hora do mundo. Ajudemo-nos a nós mesmos, ampliando a nossa compreensão do sentido e da natureza do Espiritismo, de sua importante missão na Terra. E ajudemos o Espiritismo a cumpri-la.

O mundo atual está cheio de problemas e conflitos. O crescimento da população, o desenvolvimento econômico, o progresso cientifico, o aprimoramento técnico, e a profunda modificação das concepções da vida e do homem, colocam-nos diante de uma situação de assustadora instabilidade. As velhas religiões sentem-se abaladas até o mais fundo dos seus alicerces. Ameaçam ruir, ao impacto do avanço cientifico e da propagação do ceticismo. Descrentes dos velhos dogmas, os homens se voltam para a febre dos instintos, numa inútil tentativa de regressar à irresponsabilidade animal.

O espírita não escapa a essa explosão do instinto. Mas o Espiritismo não é uma velha religião nem uma concepção superada. É uma doutrina nova, que apareceu precisamente para alicerçar o futuro. Suas bases não são dogmáticas, mas cientificas, experimentais. Sua estrutura não é teológica, mas filosófica, apoiada na lógica mais rigorosa. Sua finalidade religiosa não se define pelas promessas e as ameaças da Teologia, mas pela consciência da liberdade humana e da responsabilidade espiritual de cada indivíduo, sujeita ao controle natural da lei de causa e efeito. O espírita não tem o direito de tremer e apavorar-se, nem de fugir aos seus deveres e entregar-se aos instintos. Seu dever é um só: lutar pela implantação do Reino de Deus na Terra.

Mas como lutar? Este livrinho procurou indicar, aos espíritas, várias maneiras de proceder nas circunstâncias da vida e em face dos múltiplos problemas da hora presente. Não se trata de oferecer um manual, com regras uniformes e rígidas, mas de apresentar o esboço de um roteiro, com base na experiência pessoal dos autores e na inspiração dos Espíritos que os auxiliaram a escrever estas páginas. A luta do espírita é incessante. As suas frentes de batalha começam no seu próprio íntimo e vão até os extremos limites do mundo exterior. Mas o espírita não está só, pois conta com o auxílio constante dos Espíritos do Senhor, que presidem à propagação e ao desenvolvimento do Espiritismo na Terra.

A maioria dos espíritas chegaram ao Espiritismo tangidos pela dor, pelo sofrimento físico ou moral, pela angústia de problemas e situações insolúveis. Mas, uma vez integrados na Doutrina, não podem e não devem continuar com as preocupações pessoais que motivaram a sua transformação conceptual. O Espiritismo lhes abriu a mente para uma compreensão inteiramente nova da realidade. É necessário que todos os espíritas procurem alimentar cada vez mais essa nova compreensão da vida e do mundo, através do estudo e da meditação. É necessário também que aprendam a usar a poderosa arma da prece, tão desmoralizada pelo automatismo habitual a que as religiões formalistas a relegaram.

A prece é a mais poderosa arma de que o espírita dispõe, como ensinou Kardec, como o proclamou Léon Denis e como o acentuou Miguel Vives. A prece verdadeira, brotada do íntimo, como a fonte límpida brota das entranhas da terra, é de um poder não calculado pelo homem. O espírita deve utilizar-se constantemente da prece. Ela lhe acalmará o coração inquieto e aclarará os caminhos do mundo. A própria ciência materialista está hoje provando o poder do pensamento e a sua capacidade de transmissão ao infinito. O pensamento empregado na prece leva ainda a carga emotiva dos mais puros e profundos sentimentos. O espírita já não pode duvidar do poder da prece, pregado pelo Espiritismo. Quando alguns "mestres" ocultistas ou espíritas desavisados chamarem a prece de muleta, o espírita convicto deve lembrar que o Cristo também a usava e também a ensinou. Abençoada muleta é essa, que o próprio Mestre dos Mestres não jogou à margem do caminho, em sua luminosa passagem pela Terra!

O espírita sabe que a morte não existe, que a dor não é uma vingança dos deuses ou um castigo de Deus, mas uma força de equilíbrio e uma lei de educação, como explicou Léon Denis. Sabe que a vida terrena é apenas um período de provas e expiações, em que o espírito imortal se aprimora, com vistas à vida verdadeira, que é a espiritual. Os problemas angustiantes do mundo atual não podem perturbá-lo. Ele está amparado, não numa fortaleza perecível, mas na segurança dinâmica da compreensão, do apercebimento constante da realidade viva que o rodeia e de que ele mesmo é parte integrante. As mudanças incessantes das coisas, que nos revelam a instabilidade do mundo, já não podem assustar o espírita, que conhece a lei de evolução. Como pode ele inquietar-se ou angustiar-se, diante do mundo atual?

O Espiritismo lhe ensina e demonstra que este mundo em que agora nos encontramos, longe de nos ameaçar com morte e destruição, acena-nos com ressurreição e vida nova. O espírita tem de enfrentar o mundo atual com a confiança que o Espiritismo lhe dá, essa confiança racional em Deus e nas suas leis admiráveis, que regem as constelações atômicas no seio da matéria e as constelações astrais no seio do infinito. O espírita não teme, porque conhece o processo da vida, em seus múltiplos aspectos, e sabe que o mal é um fenômeno relativo, que caracteriza os mundos inferiores. Sobre a sua cabeça rodam diariamente os mundos superiores, que o esperam na distância e que os próprios materialistas hoje procuram atingir com os seus foguetes e as suas sondas espaciais. Não são, portanto, mundos utópicos, ilusórios, mas realidades concretas do Universo visível.

Confiante em Deus, inteligência suprema do Universo e causa primária de todas as coisas, - poder supremo e indefinível, a que as religiões dogmáticas deram a aparência errônea da própria criatura humana, - o espírita não tem o que temer, desde que procure seguir os princípios sublimes da sua Doutrina. Deus é amor, escreveu o apóstolo João. Deus é a fonte do Bem e da Beleza, como afirmava Platão. Deus é aquela necessidade lógica a que se referia Descartes, que não podemos tirar do Universo sem que o Universo se desfaça. O espírita sabe que não tem apenas crenças, pois possui conhecimentos. E quem conhece não teme, pois só o desconhecido nos apavora.

O mundo atual é o campo de batalha do espírita. Mas é também a sua oficina, aquela oficina em que ele forja um mundo novo. Dia a dia ele deve bater a bigorna do futuro. A cada dia que passa, um pouco do trabalho estará feito. O espírita é o construtor do seu próprio futuro do mundo. Se o espírita recuar, se temer, se vacilar, pode comprometer a grande obra. Nada lhe deve perturbar o trabalho, na turbulenta, mas promissora oficina do mundo atual.

Em resumo: o espírita é o consciente construtor de uma nova forma de vida humana na Terra e de vida espiritual no Espaço; sua responsabilidade é proporcional ao seu conhecimento da realidade, que a Nova Revelação lhe deu; seu dever de enfrentar as dificuldades atuais, e transformá-las em novas oportunidades de progresso, não pode ser esquecido um momento sequer; espíritas, cumpramos o nosso dever!

Autor: José Herculano Pires, inspirado por: Miguel Vives, do livro “Tesouro dos Espíritas


A Língua

Não obstante pequena e leve, a língua é, indubitavelmente, um dos fatores determinantes no destino das criaturas.
Ponderada - favorece o juízo.

Leviana - descortina a imprudência.

Alegre - espalha otimismo.

Triste - semeia desânimo.

Generosa - abre caminho à elevação.

Maledicente - cava despenhadeiros.

Gentil - provoca reconhecimento.

Atrevida - traz a perturbação.

Serena - produz calma.

Fervorosa - impõe a confiança.

Descrente - invoca a frieza.
Francisco Cândido Xavier,. Da obra: Preces e Mensagens Espirituais.
Ditado pelo Espírito André Luiz
Com Jesus
...A renúncia será um privilégio para você.

...O sofrimento glorificará sua vida.

...A prova dilatará seus poderes.

...O trabalho constituirá título de confiança em seu caminho.

...O sacrifício sublimará seus impulsos.

...A enfermidade do corpo será remédio salutar para a sua alma.

...A calúnia lhe honrará a tarefa.

...A perseguição será motivo para que você abençoe a muitos.

...A angústia purificará suas esperanças.

...O mal convocará seu espírito à prática do bem.

...O ódio desafiar-lhe-á o coração aos testemunhos de amor.

...A Terra, com os seus contrastes e renovações incessantes, representará bendita escola de aprimoramento individual, em cujas lições purificadoras deixará você o egoísmo para sempre esmagado.


Francisco Candido Xavier. Da obra: Agenda Cristã.
Ditado pelo Espírito André Luiz.
Rio de Janeiro, RJ: FEB, 1999.
Luz no Lar
Organizemos o nosso agrupamento doméstico do Evangelho.

O Lar é o coração do organismo social.

Em casa, começa nossa missão no mundo.

Entre as paredes do templo familiar, preparamo-nos para a vida com todos.

Seremos, lá fora, no grande campo da experiência pública, o prosseguimento daquilo que já somos na intimidade de nós mesmos.

Fujamos à frustração espiritual e busquemos no relicário doméstico o sublime cultivo dos nossos ideais com Jesus. O Evangelho foi iniciado na Manjedoura e demorou-se na casa humilde e operosa de Nazaré, antes de espraiar-se pelo mundo.

Sustentemos em casa a chama de nossa esperança, estudando a Revelação Divina, praticando a fraternidade e crescendo em amor e sabedoria, porque, segundo a promessa do Evangelho Redentor, "onde estiverem dois ou três corações em Seu Nome", aí estará Jesus, amparando-nos para a ascensão à Luz Celestial, hoje, amanhã e sempre.


Francisco Cândido Xavier. Da obra: Luz no Lar.
Ditado pelo Espírito Scheilla.
FEB.

Colaboração desta materia: Carlos Eduardo Cenerelli

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segunda-feira, outubro 03, 2011

O Caso Katie King






William Crookes estudou uma curiosa materialização que dizia chamar se Katie King, e que surgia por intermédio de uma médium chamada Florence Cook. A materialização era tão bonita que dizem que Crookes apaixonou-se pelo fantasma.


Entre os homens de ciéncia que se interessaram por materialização de espíritos de seres já defuntos esta ar o eminente químico inglês William C

rookes, que durante três anos (1871-1874) estudou uma curiosa materialização que dizia chamar se Katie King, e que surgia por intermédio de uma médium de pouca idade - 15 anos -, chamada Florence Cook. Tal caso, ao que nos referimos no primeiro volume de «As Ciências Proibidas» continua sendo hoje em dia objeto de acaloradas discussões, já que ainda não ficou claro se foi urna fraude ou urna maravilhosa realidade Florence Cook apresentou-se a Williarn Crookes para pedir lhe que se ocupasse de seu caso As primeiras sessões se celebraram na casa do senhor Luxmore O famoso químic

o pôde constatar desde o princípio que contrariamente ao que se havia insinuado - a possibilidade do desdobramento da médium num ser igual a ela Florence Cook e Katie King eram pessoas completamente diferentes. Efetivamente enquanto a aparição permanecia diante dele ele percebeu com toda claridade que a médium soluçava dominada por um transe, dentro do camarim Não concedendo importância a esta prova, ele quis que o fantasma aparecesse no mesmo lugar em que se encontrava a médium Cook, em transe profundo - estado em que entram tais indivíduos para a produção de fenômenos - afim de comprovar se eram ou não duas pessoas igu

ais e verificar a hipótese ou não do desdobramento, já que o fantasma e sua médium mostravam ser incrivelmente parecidas.

Florence Cook
O Testemunho de Crookes


Não demorou muito o dia em que Katie apareceu ao lado de Florence Cook. Mas deixemos que seja Crookes quem nos narre o sucedido: «Ocupar-me-ei agora da sessão celebrada ontem de noite em Hackney. Nunca Katie havia aparecido com tanta perfeição, por um período de quase duas horas ela passeou pelo quarto e conversou com os que estavam presentes. Enquanto ela passeava me segurou várias vezes pelo braço. A impressão que eu tive – de que era uma mulher viva que se encontrava ao meu lado e não um visitante do outro mundo – foi tão forte, que não pude resistir à tentação de repetir uma recente e curiosa experiência.»

«Convencido de que não era um espírito o que eu tinha a meu lado, minha acompanhante teria que ser uma mulher pedi licença para segurá-la no colo, pois, deste modo, esperava comprovar as interessantes observações que um ousado experimentador havia feito públicas pouco antes de maneira um pouco prolixa. Foi-me concedida licença e fiz uso dela do modo mais conveniente, igual que qualquer homem bem educado se conduziria em semelhante circunstância. À senhora Volckman lhe encantará a notícia de que posso ratificar sua tese de que o fantasma (que, por outra parte, não opôs nenhuma resistência) é um ser tão material como a própria Florence Cook » «Katie afirmou que desta vez se sentia capaz de se manifestar ao mesmo tempo que a senhorita Cook Diminui o gás dos lampiões e, com uma lanterna na mão entrei no aposento que servia de camarim. Antes havia pedido a um amigo, hábil taquígrafo, que anotasse todas as observações que eu pudesse fazer enquanto permanecesse no camarim pois nunca subestimei a importância das primeiras impressões; ademais, eu não queria confiar exclusivamente na minha memória e menos ainda quando isto não era necessário. Eis aqui as notas: «Entrei com precaução no camarim; estava escuro e tive que buscar a senhorita Cook às cegas Encontrei-a toda encolhida no chão.

«Ajoelhei-me ao seu lado e acendi a lanterna Com a luz eu podia ver a jovem que continuava com a mesma roupa de veludo preto do início da sessão. Dava a impressão de completa insensibilidade. Nem sequer se moveu quando segurei na sua mão e aproximei a lanterna ao seu rosto; ela continuou respirando a um ritmo muito suave.

«Ao levantar a lanterna, olhei à minha volta e vi Katie de pé, justamente atrás da senhorita Cook. Ela estava com a mesma roupa branca a esvoaçante como todos a tínhamos visto desde o começo da sessão. Peguei numa das mãos da senhorita Cook com a que eu tinha desocupada e de joelhos movi a lanterna de baixo para cima, tanto para iluminar a figura de Katie como para me convencer de que quem eu via era a própria Katie, a mesma que minutos antes eu havia abraçado, e não uma simples visão de urna mente enfermiça. Ela não disse nada limitou-se a mover a cabeça em sinal de reconhecimento. Três vezes seguidas examinei com atenção a senhorita Cook que continuava encolhida diante de mim, para ter certeza de que a mão que eu apertava era a de uma mulher viva, e três vezes, também, enfoquei Katie com a lanterna para observá-la com bastante atenção até que não me coubesse a menor dúvida de que ela estava diante de mim Finalmente a senhorita Cook fez um leve movimento e no mesmo instante Katie me fez sinal para que eu saísse. Retirei-me então a um canto do camarim e deixei de ver Katie, mas não abandonei o aposento até que a senhorita Cook despertou e entraram dois dos assistentes com luz.»

«A estatura de Katie é variável. Na minha casa eu a vi quinze centímetros mais alta que a senhorita Cook. Ontem pela noite, descalça e sem estar na ponta dos pés, ela media onze centímetros mais que a senhorita Cook. Também ontem pela noite Katie estava com o pescoço destapado. Sua pele era suave ao tato e à vista, ao passo que a senhorita Cook tem no pescoço uma cicatriz que em parecidas circunstâncias é além de muito visível áspera ao tato. As orelhas de Katie não estão furadas, ao passo que a senhorita Cook costuma usar brincos. A cútis de Katie é muito branca, e a da senhorita Cook pelo contrário, é muito morena. Os dedos de Katie são muito mais compridos que os da senhorita Cook e seu rosto é mais translúcido que o da médium. O cabelo de Katie é louro; o da senhorita Cook é castanho, mas parece um pouco negro...»

...Apaixonou-se por um fantasma

Alguns investigadores insunuaram que Sir. William Crookes se apaixonou pelo fantasma de Kate King. Esta idéia hoje inconcebível, pode entender-se dada a atmosfera altamente emocional que imperava nas sessões mediunicas da época. Citam-se a respeito os versos do investigador: "... Seus olhos eram belos, seu doce olhar / tornava mais brilhante tudo que a rodeava / Neles palpitavam o inefável encanto / do céu em que confiamos ..."

...A Beleza do Espectro
Quem defende que o romantismo teve audácia para deixar-se ver ainda no final do séc. XIX poderá entender o absurdo amor que, segundo parece, sentiu o físico William Crookes, dominado pelos encantos do fantasma de Katie King, assim fotografado pelo próprio Crookes numa das seções com Florence Cook: ambígua e estanha fotografia que nos leva a suspeitar das qualidade fantasmais da "Modelo". Era "Kate King" realmente um fantasma? É difícil sabe-lo.

Assim se formava Katie King
Uma personalidade científica da importância de Sir. William Crookes sentiu-se atraido pela materialização a partir de ectoplasma emanado do corpo dos médiuns. São clássicos seus estudos sobre o caso de Florence Cook e suas materializações do fantasma de Katie King, de quem o prestigioso investigador obteve uma estremecedora série de fotografias que assombraram o corpo científico de sua época e ascenderam a imaginação popular do mundo inteiro.

Enquanto a médiun estava em transe o ectoplasma emanado de seu corpo adiquiria a forma de Katie King. Crookes pode fotografar com todo o cuidado o fantasma, durante 4 anos e nas mais variadas condições de experimentação. Não foi possível constatar a existência de fraude.


Kate King 100 anos Depois?
Em 1974, que 100 anos depois, o fantasma de KAtie King volto a se materializar em Roma, para um grupo de 23 amantes do espiritismo, guiado pelo médium Fulvio Rendhell.


O médium Fúlvio Rendhell começando a invocação do espírito de Katie King


Katie King começa a se materializar


A Suposta Katie King pode ser tocada pelas pessoas presentes


Katie King senta entre os médiuns....


... e depois some de repente sobre um ramalhete de flores


William Crookes junto com Katie King


Representação da seção onde a médium Florence Cook materializa o fantasma de Katie King


Convite para assistir as seções de Florence Cook


William Crookes

Hernâni Guimarães Andrade

«Revista de Espiritismo» nr. 35, Julho-Agosto-Setembro 1997

Foi muito a propósito que Charles Richet deu por iniciado com William Crookes, em 1872, o período científico da metapsíquica, hoje parapsicologia. Possivelmente, nenhum cientista que se atreveu a estudar com afinco os fenómenos objectivos da parapsicologia foi tão controvertido quanto William Crookes.

Nenhum levantou tanta celeuma em torno de suas afirmações acerca dos fenómenos que observou; nenhum teve a sua reputação tão atacada; e nenhum foi tão firmemente honesto em suas convicções científicas quanto ele.

Agora, após mais de um século, a extraordinária figura de William Crookes emerge límpida e majestosa, desafiando serenamente aqueles que ainda tentam, em vão, enlamear-lhe a imagem. A obra deste sábio extraordinário tem resistido aos embates do tempo e aos ataques mesquinhos de seus adversários gratuitos, unicamente porque é toda ela, límpida e cristalinamente apoiada sobre uma granítica base de factos. Quem estuda, sem má-fé e sem preconceitos, os trabalhos de William Crookes, impressiona-se pela pureza, simplicidade e clareza meridiana de seus relatórios. Dos seus trabalhos, transpiram a sinceridade, a firme convicção e a serenidade de um sábio que tranquilamente proclama a verdade, sem inquietar-se com o julgamento dos demais, por achar-se seguro de que o erro está com aqueles que negam a evidência dos factos.

O homem

Vamos extrair os seus dados biográficos da excelente Encyclopaedia of Psychic Science, de Nandor Fodor (USA: University Books, 1974).

Sir William Crookes (1832-1919) pode ser considerado um dos mais proeminentes físicos do século XIX. Em 1863 foi eleito membro da Royal Society. Obteve as seguintes láureas: a Royal Gold Medal, em 1875; a David Medal em 1888; a Sir Joseph Copley Medal em 1904; foi nomeado cavaleiro em 1897, pela rainha Vitória; e, em 1910, ganhou a Ordem de Mérito. Foi presidente das seguintes instituições: Royal Society, Chemical Society, Institution of Electrical Engineers, British Association e Society for Psychical Research. No campo das pesquisas científicas Crookes é conhecido como o descobridor do elemento químico de número atómico 81, o Tálio; do Radiómetro; do Espintariscópio; do tubo de raios catódicos, mais conhecido como Tubo de Crookes, etc.

Na área da divulgação científica, ele foi fundador do Chemical News, em 1859, e editor do Quarterly Journal of Science, em 1864. Em 1880, recebeu uma medalha de ouro e o prémio de 3.000 francos, da Academia de Ciências da França.

Na ocasião em que William Crookes passou a interessar-se pelos fenómenos paranormais, houve uma grande expectativa em torno dessa decisão, por parte do grande público. Seu nome era por demais conhecido nos meios científicos, e o seu veredicto seria, naturalmente, aceite como decisivo julgamento do movimento então chamado «Spiritualism».

Primeiros contactos

Certamente, William Crookes devia achar-se a par da repercussão nada favorável, na imprensa, do relatório da «London Dialectical Society». Pairava no ar uma certa hostilidade surda contra o «Spiritualism». A má vontade com relação a este movimento era evidente, especialmente por parte da imprensa e do meio científico. Se Crookes se decidiu a sondar tão perigoso terreno, é porque naturalmente confiava no método científico positivo, com o qual se achava tão familiarizado. O seu interesse despertou, após ter assistido a uma sessão com a médium Mary Marshall (1842-1884), em Julho de 1869. Esta médium foi também iniciadora do Dr. Alfred Russel Wallace, na investigação dos fenómenos paranormais. Os fenómenos eram banais: «raps», movimentos e levitação de uma mesa, nós dados em lenços, escrita directa em lousas, etc. A partir de 1867, ela produziu sessões de voz directa, nas quais se manifestava o famoso espírito John King.

Em Dezembro de 1869, Crookes assistiu às sessões do célebre sensitivo J. J. Morse (1848-1919), o mais extraordinário médium psicofónico daquela época, o qual o impressionou bastante. Em Julho de 1870, depois que Henry Slade chegou a Londres, ele anunciou sua decisão de investigar seriamente os fenómenos espíritas. Publicou, então, no Quarterly Journal of Science um artigo intitulado: «Spiritualism Viewed by the Light of Modern Science» (O «Spiritualism» visto à Luz da Moderna Ciência). São suas as palavras neste artigo: «Modos de ver ou opiniões não posso dizer que possuo sobre um assunto que eu não tenho a presunção de entender.» A seguir, ele acrescentou: «Prefiro entrar na investigação, sem noções preconcebidas sejam quais forem, como do que possa ou não ser, mas com todos os meus sentidos alerta e prontos para transmitirem a informação ao cérebro; acreditando, como creio, que não temos, de nenhuma maneira, esgotado todo o conhecimento humano ou examinado as profundezas de todas as forças físicas». Segundo ele, tais investigações foram-lhe sugeridas «por um eminente homem que exercia grande influência no pensamento do país». Finalmente, a derradeira sentença: «O crescente emprego dos métodos científicos produzirá uma geração de observadores que lançará o resíduo imprestável do «Spiritualism», de uma vez por todas, ao limbo desconhecido da magia e da necromância».

Tal anúncio foi recebido com especial júbilo pela imprensa. Havia uma expectativa geral de que, desta vez, o «Spiritualism» iria ter sua correcta avaliação. Em suma, seria colocado em sua exacta posição e avaliado em suas devidas proporções, isto é, não receberia nenhuma aprovação. Após submetido ao escalpelo do método científico, tudo não passaria de fraude, logro e imposturice.

É um fenómeno difícil de explicar exactamente essa aversão contra os factos do Spiritualism. Talvez se deva isso, em parte, à influência da Filosofia Positivista, que, naquela época, se difundira pelas elites culturais da Europa. Sabe-se que o relatório da London Dialectical Society, de 20 de Julho de 1870, já tivera péssima recepção por parte da imprensa e também por grande fracção dos intelectuais de então. E deve frisar-se que a sua comissão, composta de 33 membros, era formada por homens ilustres, conforme mostraremos em artigo posterior. A única explicação para tal reacção, seria o facto de a comissão ter concluído que os fenómenos do Spiritualism** eram reais.

As investigações

Entre 1869 e 1875, Crookes levou a efeito um número enorme de sessões com os mais variados médiuns; as de maior importância, no seu próprio laboratório pessoal. São cinco os seus principais grupos de experiências com os médiuns mais qualificados e por ordem cronológica: Daniel Dunglas Home, Kate Fox, Charles Edward Williams, Florence Cook e Annie Eva Fay. Além desses, ele teve experiências esparsas com os seguintes médiuns: mrs. Marshall, J. J. Morse, aos quais já nos referimos, mrs. Event, o reverendo Staiton Moses, mrs. Mary M. Hardy, miss Showers e inúmeros outros de menor fama.

Experiências com Daniel Dunglas Home

As experiências feitas com Daniel Dunglas Home parecem as mais bem controladas das cinco principais séries. Foram relatadas no The Quarterly Journal of Science, a partir de 1871, mais tarde enfeixadas num volume sob o título Researches in the Phenomena of Spiritualism e publicados também nos Proceedings of the Society for Psychical Research (Vol. VI, 1889-90, pp. 98-127).

Tais experiências constaram de diversos fenómenos de efeitos físicos, tais como movimentos de corpos pesados com contacto, mas sem esforço mecânico por parte do médium. Para controlar e medir esses fenómenos, Crookes construiu e montou aparelhos dotados de alavancas e dinamómetros, bem como registadores gráficos operados mecanicamente. Dentro desta categoria de fenómenos, destaca-se um deles pelo inusitado. Trata-se de um acordeão que era tocado, tendo apenas uma de suas extremidades presa entre os dedos da mão do médium. A outra extremidade contendo as teclas, ficava dependurada. O instrumento, assim suspenso dentro de uma gaiola de madeira e arame, era misteriosamente tocado e, inclusive, as suas teclas eram accionadas por suposta mão invisível.

Foram investigados os fenómenos de percussão e outros ruídos surgidos sob a acção do médium. Objectos pesados situados a determinada distância do médium eram movimentados ostensivamente. Assim, mesas e cadeiras elevavam-se do chão por si sós. Todos esses fenómenos, em sua maioria, ocorriam à luz clara, permitindo absoluto controlo.

O médium D. D. Home é famoso também pelas suas levitações. Diz Crookes: «Há pelo menos 100 casos bem verificados de elevação do sr. Home, produzidos em presença de muitas pessoas diferentes; e ouvi mesmo da boca de 3 testemunhas: o conde de Dunraven, lord Lyndsay e o capitão C. Wynne, a narração dos casos mais notáveis desse género acompanhados dos menores incidentes.» (Crookes, W. Fatos Espíritas, Rio: FEB, 1971, pp. 36 e 37).

Inúmeros outros fenómenos extraordinários foram reportados por Crookes. Entre eles destacam-se os efeitos luminosos. Eis alguns:

«Em plena luz, vi uma nuvem luminosa pairar sobre um heliotrópio colocado em cima de uma mesa, ao nosso lado, quebrar-lhe um galho, e trazê-lo a uma senhora, e, em algumas ocasiões, percebi uma nuvem semelhante condensar-se sob nossos olhos, tomando uma forma de mão e transportar pequenos objectos.» (Opus cit. p. 40)

Noutras ocasiões ocorreram em plena luz fenómenos de materialização parcial. Transcrevamos alguns descritos por Crookes: «Pequena mão de muito bela forma elevou-se de uma mesa da sala de jantar e deu-me uma flor; apareceu e depois desapareceu três vezes, o que me convenceu de que essa aparição era tão real quanto a minha própria mão.» (Opus cit. p. 41)

Tais membros, parcialmente materializados, eram, algumas vezes, vistos a formar-se a partir de nuvens ectoplásmicas.

«Algumas vezes, é preciso dizer, ofereciam antes a aparência de nuvem vaporosa condensada em parte, sob a forma de mão.» (Opus cit. p. 41)

Tais mãos, quando tocadas, davam a sensação ora de frias como de gelo, ora de quentes e vivas, chegando a cumprimentar com firme aperto de mão o investigador. Crookes, certa ocasião, reteve uma dessas mãos, resolvido a não a deixar escapar. Entretanto, ocorreu facto singular: em vez de fazer qualquer esforço para libertar-se, a mão materializada simplesmente se desmaterializou, parecendo dissolver-se em vapor!

Entre as pessoas convidadas por William Crookes para assistirem e testemunharem tais fenómenos, contavam-se as seguintes: o seu assistente químico, Williams; seu irmão Walter; o eminente físico e astrónomo, ex-presidente da Royal Society, sir William Huggins, e o jurisconsulto Sarjeant Cox.

Foram, também, convidados para participarem do grupo de observadores os secretários da Royal Society. Entretanto recusaram o convite. Não quiseram investigar pessoalmente os factos.

Familiares de Crookes também assistiram às sessões, durante as quais os grandes sensitivos e agentes paranormais eram por ele observados e estudados.

A reacção

Os relatórios de William Crookes a respeito da «força psíquica» por ele verificada de maneira inequívoca, assim como os relatos dos demais fenómenos que, de certa forma, davam apoio às teorias espiritualistas, provocaram tremenda decepção entre aqueles que esperavam justamente o contrário. Crookes, ao que parece, já contava com esse tipo de reacção. Em 20 de Junho de 1871, ele escrevia, após ter enviado primeiro um relatório à Royal Society, cinco dias antes: «Considero ser meu dever enviar primeiro à Royal Society, porque assim fazendo, eu deliberadamente lanço o peso de minha reputação científica em apoio à verdade daquilo que envio».

Em Julho de 1871, Crookes publicou um relato sobre a famosa série de testes com D. D. Home e também com Kate Fox, no Quarterly Journal of Science, sob o título: «Experimental Investigation of a New Force». Em Outubro do mesmo ano e no mesmo periódico, ele publicou o artigo «Some Further Experiments on Psychic Force», com uma explicação de sua abordagem à Royal Society.

No próprio mês de Outubro daquele ano, estourou a reacção pública: um violento ataque anónimo surgiu na Quarterly Review. O anonimato não funcionou, pois logo se soube que sua origem era o oficial de registo da London University, o conhecido biólogo Dr. W. B. Carpenter, membro da Royal Society.

Em Dezembro daquele ano, William Crookes publicou, no Quarterly Journal of Science, o artigo «Psychic Force and Modern Spiritualism a Reply to the Quarterly Review». Era a resposta ao artigo de Carpenter, desmascarando-o e refutando ponto por ponto os seus ataques.

O jornal Echo, de 31 de Outubro de 1871, publicou uma carta anónima a ele enviada e assinada «B». Nesta carta o autor pôs em forma definitiva alguns dos rumores contra Crookes, que se haviam desencadeado depois do artigo de Carpenter. O anónimo «B» referia-se a informações e críticas de um tal «Mr. J», a quem ele atribuía autoridade para julgar Crookes. Este logo descobriu o covarde autor da carta anónima, um certo John Spiiler, que fora, numa ocasião admitido a assistir duas sessões com D. D. Home na residência de Sarjeant Cox. Crookes achava-se presente no momento, mas não havia, ainda, iniciado as suas pesquisas sistemáticas sobre mediunidade de D. D. Home.

A esta e todas as demais críticas, Crookes deu a devida resposta, quando reconheceu alguma importância nas mesmas.

Vamos passar à outra fase das actividades de Crookes. Escolheremos apenas uma delas, embora todas as demais tenham sido dignas de nota. vamos tratar das ectoplasmias de Katie King, obtidas pela mediunidade de Florence Cook.

Florence Eliza Cook (1856-1904)

A mediunidade de Florence Cook manifestou-se desde a sua infância, quando afirmava ver espíritos e ouvir vozes. Tais factos eram levados pouco a sério pelos seus familiares, que os atribuíam a produtos da sua imaginação infantil. Em 1871, aos 15 anos de idade, a sua mediunidade começou a aflorar mais intensamente e foi-se desenvolvendo com o correr do tempo.

Em 22 de Abril de 1872, numa sessão na qual se achavam presentes a mãe, os irmãos e uma irmã da médium, além da criada Mary, materializou-se o espírito Katie King, parcialmente e pela primeira vez. Numa carta dirigida ao director do periódico The Spiritualist, de Londres, Harrison, a própria Florence Cook relatou o ocorrido, pois manteve-se em vigília durante a manifestação: «Katie mostrou-se na abertura das cortinas; os seus lábios moveram-se; por fim, falou durante alguns minutos com a minha mãe. Todos puderam acompanhar os movimentos dos seus lábios.»

«Como eu não a via muito bem de onde me encontrava, pedi-lhe que se voltasse para mim. Ela atendeu e virou-se. "Com muito gosto desejo atender-te", disse. Então pude observar que a parte superior de seu corpo estava formada somente até ao busto; o resto de seu corpo era uma nebulosidade vagamente luminosa.» (Rodrigues, W. L. V. - Katie King, Matão: O Clarim, 1975, p.32).

Posteriormente, Florence Cook passou a entrar em transe profundo. Daí em diante, Katie King foi adquirindo mais consistência e autonomia, chegando a sair inteiramente da cabina escura e a passear livremente entre os assistentes, mostrando-se à luz clara.

Em Dezembro de 1873, durante uma sessão em que se achavam entre os convidados, o conde e a condessa de Caithness, o conde de Medina Pomar e um certo W. Volckman, Katie King mostrou-se tão nitidamente que despertou suspeitas neste último. Volckman, subitamente, avançou contra Katie King, agarrando uma de suas mãos e prendendo-a pela cintura com o outro braço! Estabeleceu-se uma luta, na qual dois amigos da médium tentaram socorrer Katie King. O advogado Henry Dumphy conta que ela pareceu perder os pés e as pernas, e fazendo um movimento semelhante ao de uma foca na água, escapuliu sem deixar traços de sua existência corporal, tendo desaparecido inclusive os véus brancos em que se envolvia. Segundo Volckman, ela libertou-se violentamente. Mas o facto incontestável é que uns cinco minutos mais tarde, quando se restabeleceu a calma e a cabina foi aberta, ali foi encontrada Florence Cook perfeitamente composta em seu vestido preto e calçada com suas botas. As amarras que a prendiam estavam intactas, assim como o lacre impresso com o sinete do anel do conde de Caithness, tal como no início da sessão. Foi-lhe dada uma busca, mas não se descobriu qualquer vestígio de vestes ou véus brancos. Como resultado da brutal prova, a médium adoeceu. (Fodor, N. - Encyclopaedia of Psychic Science, U.S.A.: University Books, 1974, p. 62).

Logo após este incidente, Florence Cook procurou sir William Crookes e solicitou-lhe que investigasse a sua mediunidade.

Naquela ocasião, devido a certos fenómenos que ocorriam numa escola onde Florence Cook tinha um emprego, e também em virtude da repercussão na imprensa, dos factos que com ela ocorriam, a directora demitiu-a de sua colocação. Desse modo, Florence Cook viu-se desempregada. Um senhor que se interessava vivamente pelas faculdades da srta. Cook, ofereceu-lhe uma pensão permanente com a condição de ela manter-se em actividade mediúnica exclusivamente para fins de pesquisa científica. A referida pensão duraria enquanto Florence se mantivesse solteira. O nome desse generoso protector era Charles Blackburn. Quando ocorreu o incidente com o desastrado Valckman, Charles Blackburn excluiu Florence da assistência pública e confiou-a exclusivamente aos cuidados de William Crookes, para investigações rigorosamente científicas.

Katie King

Katie King era o pseudónimo adoptado pelo espírito de Annie Owen Morgan. Ela era o «espírito guia» de Florence Cook. Dizia ter sido filha de Henry Owen Morgan, famoso pirata que foi protegido por Charles II e feito governador da Jamaica. O espírito de H. O. Morgan adoptou o pseudónimo de John King, tendo-se manifestado, pela primeira vez, em 1850, com os irmãos Davenport.

Katie King colaborou de maneira notável com William Crookes. Vamos transcrever os relatos de algumas sessões controladas por Crookes e reportadas pessoalmente por ele.

No início Katie King assemelhava-se a Florence Cook

Este episódio, do qual extraímos o texto que se segue, mostra-nos um facto de grande importância: quando o médium não está em transe suficientemente profundo, pode ocorrer uma ectoplasmia incompleta. Neste caso, o duplo astral da médium arrasta consigo o ectoplasma. O espírito, então, se sobrepõe a este conjunto, surgindo daí uma forma híbrida, com a aparência do médium. A sessão realizava-se na casa do sr. Luxmore: «Pouco depois, a forma de Katie apareceu ao lado da cortina, dizendo que o fazia porque havia perigo em se afastar do seu médium, visto que este não se achava bem e não poderia ser lançado em sono suficientemente profundo».

«Eu — William Crookes — estava colocado a alguns pés da cortina, atrás da qual a srta. Cook se achava sentada, tocando-a quase, e podia frequentemente ouvir os seus gemidos e suspiros, como se ela sofresse. Esse mal-estar continuou por intervalos, durante toda a sessão, e uma vez, quando a forma de Katie estava diante de mim, na sala, ouvi distintamente o som de um suspiro doloroso, idêntico aos que a srta. Cook tinha feito ouvir, por intervalos, durante todo o tempo da sessão e que vinha de trás da cortina onde ela devia estar sentada.»

«Confesso que a figura era surpreendente na sua aparência de vida e de realidade, e tanto quanto eu podia ver, à luz um pouco fraca, os seus traços assemelhavam-se aos da srta. Cook; mas, entretanto, a prova positiva, dada por um dos meus sentidos, pois que o suspiro vinha da srta. Cook, no gabinete, enquanto a figura estava fora dele, esta prova é muito forte para ser destruída por simples suposição do contrário, mesmo bem sustentada.»

Posteriormente sir William Crookes organizou uma série de sessões no seu laboratório particular, situado em sua própria residência. Foi aí que se deram as melhores ectoplasmias de Katie King, durante as quais, inúmeras vezes, puderam ser vistas e até fotografadas, ao mesmo tempo, a materialização e a médium.

Crookes pôde ver simultaneamente Katie King e Florence Cook

Esta sessão ocorreu em 12 de Março de 1874, na casa de Crookes: «Voltando ao meu posto de observação, Katie apareceu de novo e disse que pensava poder mostrar-se a mim ao mesmo tempo que a sua médium. Abaixou-se o gás e ela pediu-me a lâmpada florescente. Depois de se ter mostrado à claridade, durante alguns segundos, restituiu-ma, dizendo: "Agora entre e venha ver a minha médium". Acompanhei-a de perto à minha biblioteca e, à claridade da lâmpada, vi a srta. Cook estendida no canapé, exactamente como eu a tinha deixado; olhei em torno de mim para ver Katie, porém ela havia desaparecido...».

Em outra sessão Crookes conseguiu ver, durante um largo tempo, simultaneamente a médium e a entidade materializada. Esta sessão ocorreu em Hackney. Nesta ocasião, Crookes obteve permissão de Katie King para enlaçar sua cintura e abraçá-la, repetindo sem incidentes a desastrada experiência de W. Volckman. Crookes, em artigo publicado no The Spiritualist, disse: «O sr. Volckman ficará satisfeito ao saber que posso corroborar a sua asserção, de que o "fantasma" (que afinal não fez nenhuma resistência) era um ser tão material quanto a própria srta. Cook.»

Prosseguindo em seu artigo, Crookes relatou o seguinte episódio, ocorrido nessa mesma sessão: «Katie, disse então que dessa vez julgava-se capaz de se mostrar ao mesmo tempo que a srta. Cook. Abaixei o gás, e em seguida, com a minha lâmpada florescente penetrei o aposento que servia de gabinete.»

«Mas, eu tinha pedido previamente a um dos meus amigos, que é hábil estenógrafo, para anotar toda a observação que eu fizesse, enquanto estivesse no gabinete, porque bem conhecia eu a importância que se liga às primeiras impressões, e não queria confiar à minha memória mais do que fosse necessário: as suas notas acham-se neste momento diante de mim».

«Entrei no aposento com precaução; estava escuro e foi pelo tacto que procurei a srta. Cook; encontrei-a de cócoras no soalho.»

«Ajoelhando-me deixei o ar entra na lâmpada e, à sua claridade, vi essa moça vestida de veludo preto, como se achava no começo da sessão, e com a toda a aparência de estar completamente insensível. Não se moveu quando lhe tomei a mão; conservei a lâmpada muito perto do seu rosto, mas continuou a respirar tranquilamente.»

«Elevando a lâmpada, olhei em torno de mim e vi Katie, que se achava em pé, muito perto da srta. Cook e por trás dela. Katie estava vestida com roupa branca, flutuante, como já a tínhamos visto durante a sessão. Segurando uma das mãos da srta. Cook na minha e ajoelhando-me ainda, elevei e abaixei a lâmpada, tanto para alumiar a figura inteira de Katie, como para plenamente convencer-me de que eu via, sem a menor dúvida, a verdadeira Katie, que tinha apertado nos meus braços alguns minutos antes, e não o fantasma de um cérebro doentio. Ela não falou, mas moveu a cabeça, em sinal de reconhecimento. Três vezes examinei cuidadosamente a srta. Cook, de cócoras, diante de mim, para ter a certeza de que a mão que eu segurava era de facto a de uma mulher viva, e três vezes voltei a lâmpada para Katie, a fim de examinar com segurança e atenção, até não ter a menor dúvida de que ela estava diante de mim. por fim, a srta. Cook fez um ligeiro movimento e imediatamente Katie deu-me um sinal para que me fosse embora. Retirei-me, para outra parte do gabinete e deixei então de ver Katie, mas só abandonei o aposento depois que a Srta. Cook acordou e que dois dos assistentes entrassem com luz.» (Crookes, W. - Fatos Espíritas, trad. de Oscar D’Argonnel, Rio: FEB, 1971, pp.69-73)

O testemunho de Crookes

Apesar de cerrado ataque de que foi alvo, devido aos seus relatórios acerca dos fenómenos que observou e investigou durante vários anos, sir William Crookes nem uma só vez titubeou em afirmar sua convicção na realidade dos factos por ele pesquisados.

Diante da British Association at Bristol, na sua palestra presidencial, em 1989, ele declarou: «Trinta anos se passaram desde que eu publiquei um relatório de experiências, visando demonstrar que além do nosso conhecimento científico existe uma Força exercida por inteligência diferente da inteligência ordinária, comum aos mortais. Não tenho nada a retractar. Mantenho-me fiel às minhas afirmações já publicadas. Na realidade, eu poderia acrescentar muito mais, além disso».

E numa entrevista na The International Psychic Gazette, em 1917, ele repetiu:

«Nunca tive jamais qualquer ocasião para modificar minhas ideias a respeito. Estou perfeitamente satisfeito com o que eu disse nos primeiros dias. É absolutamente verdadeiro que uma conexão foi estabelecida entre este mundo e o outro.» (Fodor, N. - Encyclopaedia of Psychic Science, U.S.A.: University Books, 1974, p.70).

William Crookes foi um marco inicial do período científico da história da parapsicologia.

________________

(**) Nota: sobre a palavra inglesa Spiritualism: A National Spiritualist Association of América definiu o Spiritualism da seguinte forma: «É a Ciência, Filosofia e Religião da vida contínua, baseada sobre o facto demonstrado da comunicação, por meio da mediunidade, com aqueles que vivem no Mundo Espiritual... etc.». Dada a sua semelhança com o Espiritismo, passaremos, doravante, a traduzir «Spiritualism» pela palavra Espiritismo, sem contudo significar isso uma total identificação entre os dois sistemas.


Calendário Assistência 2017

TENDA ESPÍRITA MAMÃE OXUM

CALENDÁRIO ASSISTÊNCIA - 2017.

C.E. Miguel Arcanjo e Tenda Espirita Mamãe Oxum-

Rua Francisco Framback, 91 E – Cascatinha - Petrópolis - RJ

ABRIL

MAIO

JUNHO

23 – Reabertura do Terreiro às 20h – Saudação à Ogum

02 – sexta-feira – Pretos Velhos

28 - sexta-feira - Exus

05 - sexta-feira – Pretos Velhos

07 – quarta-feira – Estudo da Umbanda

10 - quarta-feira- Estudo da Umbanda

09 – sexta-feira – Saúde

12 - sexta-feira – Saúde

13 – terça-feira – Saudação Aos Exus – Bênção dos Pães – 20h

13 – sábado – Saudação aos Pretos Velhos

16 – sexta-feira – Não tem Gira

17 – quarta-feira – Doutrina - Vovó Catarina

21 – quart-feira – Doutrina – Vovó Catarina

19 – sexta-feira – Caboclos

23 – sexta-feira – Caboclos

24 – quarta-feira –Saudação à Sta. Sara,

e Povo Cigano

28 – quarta-feira – Doutrina

26 – sexta-feira - Malandros

30 – sexta-feira - Exus

JULHO

AGOSTO

SETEMBRO

05 – quarta-feira – Doutrina

02 – quarta-feira – Doutrina

01 – sexta-feira – Pretos Velhos

07 – sexta-feira – Pretos Velhos

04 – sexta-feira – Pretos Velhos

06 – quarta-feira – Doutrina

12 – quarta-feira – Estudo da Umbanda

09 – quarta-feira – Estudo da Umbanda

08 – sexta-feira – Saúde

14 – sexta-feira – Saúde

11 – sexta-feira – Saúde

13 – quarta-feira – Estudo da Umbanda

19 – quarta-feira – Doutrina – Vovó Catarina

16 – quarta-feira – Saudação à Obaluaê e Omolu

15 – sexta-feira – Caboclos

21 – sexta-feira – Caboclos

18 – sexta-feira – Caboclos

20 - quarta-feira – Doutrina – Vovó Catarina

28 – Sexta feira - Exus

23 – quarta-feira – Doutrina – Vovó Catarina

22 – sexta-feira – Não Tem Gira


25 – sexta-feira – Malandros

24 – Domingo – Saudação à Ibeijada - às 17h

30 – quarta-feira - Doutrina

27 – quarta-feira – Distribuição Doces

29 – sexta - Exus

OUTUBRO

NOVEMBRO

DEZEMBRO

.04 – quarta-feira – Doutrina

01 – quarta-feira – Terreiro Fechado

02 - Confraternização

06 – sexta-feira – Pretos Velhos

03 – sexta-feira – Não tem Gira

08 – sexta-feira – Saudação à Oxum e bênção dos Pretos Velhos – 20h

11 – quarta-feira - Não tem Esudo Umb.

08 – quarta-feira –Doutrina

09 – Oferendas na Praia – saída 17h

12 – quinta-feira – Cachoeira / Mata

10 - sexta-feira – Saúde

13 – sexta-feira – Não tem Gira

15 – Feriado – Saudação aos Malandros

18 – quarta-feira – Estudo da Umbanda

17 – sexta-feira – Caboclos

20 – sexta-feira – Caboclos

22 – quarta-feira – Estudo da Umbanda

25 – quarta-feira – Doutrina – Vovó Catarina

24 – sexta-feira – Exus

27 – sexta-feira - Ciganos

29 – quarta-feira – Doutrina – Vovó Catarina

A giras de sextas-feiras têm início às 20 horas. As fichas são distribuídas a partir de 19:45 até as 21:30. As pessoas que chegarem após este horário receberão apenas o passe, sem consulta.

Nossa casa não cobra consultas nem trabalhos, porém aceitamos colaboração de materiais de uso como velas, fósforos, charutos, fumos, etc...

ATENÇÃO: NÃO É PERMITIDO PARA ATENDIMENTO, PESSOAS COM MINI-SAIAS, SHORTS OU BERMUDAS CURTAS, BLUSAS MUITO DECOTADAS OU MINI-BLUSAS, CAMISETAS TIPO MACHÃO.

A CARIDADE NÃO SERÁ NEGADA, PORÉM RESPEITEM O TEMPLO RELIGIOSO.

Baixe o seu Calendário clicando no link abaixo:

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